Berlinale: apostas para a maratona cinéfila alemã

(Fotos: Divulgação)

Arrancada de braços dados com narrativas populares, à força de “Bora Lá” e “My Salinger Year”, a Berlinale não vai deixar de lado a sua vocação política de contestação na sua seleção de 2020.

Vejam a seguir sete títulos, dos próximos dias, que podem celebrizar o evento:

Black Milk, de Uisenma Borchu

Neste melodrama da Mongólia, pilotado por uma encenadora de reputação nos palcos, duas irmãs se reencontram para um acerto de contas acerca das tradições da sua terra natal.

Meu Nome É Bagdá, de Caru Alves de Souza

Sete anos após a consagração da sua primeira longa-metragem de ficção, a responsável pelo belo “De Menor” (2013) regressa com um olhar antissexista do cotidiano de uma skatista de 17 anos, Bagdá (Grace Orsato), moradora de um bairro da periferia de São Paulo. Quando a jovem finalmente encontra um grupo de meninas igualmente fãs do skate, a sua vida muda. Willem Dias assina a montagem da longa.metragem.

Hope, de Maria Sodahl

Nesta produção norueguesa da diretora de “Limbo” (2010), um casal (Andrea Bræin Hovig e Stellan Skarsgård, que já é uma certeza de excelência) enfrenta um Natal assolado pela dor depois que ela desenvolve um tumor cerebral.

A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos

Neste documentário que trança perdas, a realizador de “Metáfora ou a tristeza virada do avesso” (2014) combina a sua própria experiência de orfandade materna com a do seu pai, Jacinto, no que promete ser uma jornada sobre a comunhão familiar na desinência da dor.

After the Crossing, de Joël Richmond Mathieu Akafou

O cineasta estreante da Costa do Marfim traz ao Festival de Berlim o que promete ser o mais potente relato sobre a resiliência dos refugiados.

Time to Hunt, de de Yoon Sung-hyun

A trama acompanha um ex-presidiário que, ao sair da prisão, é convencido por seus amigos a voltar ao mundo do crime e assaltar um cassino. A expetativa em torno dele, alimentada por seu trailer movimentado, está associada à atual febre em torno do cinema da Coreia do Sul, catapultado ao estrelato após os quatro Oscars conquistados por “Parasite“, no último dia 9.

Luz nos Trópicos, de Paula Gaitán

Numa jornada de cosmogonia amparada pela cultura indígena, a realizadora de “Exilados do Vulcão” (2013) estuda a conexão entre diferentes povos a partir de duas instâncias de tempo que se margeiam no espaço da tela. E tem a brilhante atriz Clara Choveaux, o que já é uma garantia de excelência.

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