O realizador, produtor e argumentista faleceu aos 72 anos na sua casa em Madrid

Realizador de alguns filmes de culto em Espanha, José Luis Cuerda deu nas vistas pela sua “trilogia surrealista” – Total (1987); Amanece, que no es poco (1989) e Así en el cielo como en la tierra (1995) – mas foi com a comédia de fantasia El bosque animado (1987) que conheceu o primeiro sucesso, sendo mesmo premiado nos prémios Goya. Negou o epíteto de surrealismo para a sua obra, declarando que este movimento “era automático e sem cálculo ou medida, coisa que o cinema não podia ser“.
No seu currículo de realizador encontramos ainda La lengua de las mariposas (1999), A Educação das Fadas (2006), Os Girassóis Cegos (2008) e Tiempo después (2018), o seu último filme, que definiu como sequela de Amanece, que no es poco; enquanto como produtor ficou na memória a sua tripla colaboração com um dos cineastas espanhóis mais aclamados dos nossos tempos: Alejandro Amenábar. José Luis Cuerda foi produtor executivo de Tese (1996) e voltaria a trabalhar com ele nos aclamados De Olhos Abertos (1997) e Os Outros (2001).
Possuidor de um humor peculiar, Cuerda publicou ainda alguns livros e foi distinguido com a Medalha de Ouro das Belas Artes em 2002 e o Prémio Honorário Feroz no ano passado.

