Olivier Assayas distinguido em Paris

(Fotos: Divulgação)

Olivier Assayas foi homenageado em Paris no passado domingo, 19 de janeiro


Foto por Unifrance

Sem a Cahiers du Cinéma e sem a Nouvelle Vague o cinema francês não teria crescido e sido reconhecido internacionalmente como o é hoje. Foram nesta linha as palavras de Olivier Assayas após receber um prémio e uma homenagem pela Unifrance, entregue em mãos pelo presidente Serge Toubiana e pela diretora geral da entidade, Daniela Elstner.

Visivelmente emocionado, o realizador de filmes como Carlos, Clean, Personal Shopper e o ainda inédito em Portugal Wasp Network, declarou no evento que os seus “filmes costumam ser feitos porque vendem bem no exterior“. O cineasta deixou ainda um agradecimento à atriz Juliette Binoche.

No seu discurso, Serge Toubiana explicou que conheceu Olivier Assayas no início dos anos 80, quando ele manifestou o desejo de escrever na Cahiers du Cinéma, onde Toubiana era então editor-chefe: “A relação com o cinema de Olivier é forte, pura, animada por uma fé indestrutível. Em 2019, “Doubles vies” foi visto mais no exterior do que em França, com quase 600.000 espectadores fora de nossas fronteiras. É uma das razões pelas quais a UniFrance decidiu conceder-lhe o prémio“.

Criado em 2016 pela UniFrance, o prémio de cinema francês tem como objetivo celebrar uma personalidade da indústria cinematográfica internacional que trabalhou enormemente para promover o cinema gaulês em todo o mundo. Entre os seus premiados – noutras edições – encontramos Olivier Nakache, Éric Toledano, Juliette Binoche e Isabelle Huppert.

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