Julien Rappeneau recusa fazer remakes de filmes assinados pelo pai

(Fotos: Divulgação)

Teríamos de visitar o ‘tio’ Freud“, assim reagiu Julien Rappeneau sobre a hipótese de refilmar uma das obras de Jean-Paul Rappeneau.

 

Numa entrevista ao C7nema, por ocasião do Rendez-vous du cinéma français em Paris, Julien Rappeneau admitiu que já lhe foram feitas muitas propostas para refilmar projetos assinados pelo pai, Jean-Paul Rappeneau, o responsável por filmes como Escândalo no Castelo (1966), Cyrano de Bergerac (1990) e Boa Viagem (2003)Julien diz que recusou essa pretensão e que “jamais iria conseguir viver com essa responsabilidade“.

Sobre o legado e o peso extra de ser filho de um cineasta consagrado, Julien acrescentou que sempre sentiu pressão e que o pai aconselhou-o a não fazer carreira no cinema. “Fiz os meus estudos, de jornalismo, e derradeiramente dei por mim a co-escrever com o meu pai o guião do Boa Viagem. Depois tornei-me argumentista e demorei muitos anos a chegar a realizador [Rosalie Blum, 2015). Quando o fiz, já estava na casa dos 40, o que é uma idade realmente tarde para começar na profissão. Sem dúvida que senti um peso nos ombros”.

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Este ano, e mais uma vez adaptando uma banda-desenhada [Dream Team de Mario Torrecillas, Artur Laperla], Julien Rappeneau vai levar às nossas salas Fourmi, uma comédia dramática sobre um jovem jogador de futebol que desperta o interesse do poderoso Arsenal, mas que é rejeitado pela sua baixa estatura. Com o pai alcoólico fascinado com a perspetiva do filho ir para Inglaterra, o rapaz entra numa série de mentiras para evitar a desilusão paterna.

François Damiens e o jovem Maleaume Paquin protagonizam esta comédia que deverá chegar aos cinemas nacionais em agosto.

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