
Faleceu aos 68 anos, após doença prolongada, a atriz francesa Anémone, conhecida por filmes como Pai Natal: sarilhos (1982), Lautrec (1998) e Le Grand Chemin (1987).
Nascida a 9 de agosto de 1950 em Paris como Anne-Aymone Bourguignon, a atriz teve como primeiro filme aquele que lhe deu o nome artístico: Anémone (1968), de Philippe Garrel. Seguiram-se colaborações com Philippe De Broca (O Incorrigível,1975), Gérard Pires (Assassinos por computador; Atenção às Curvas,1976), Patrice Leconte (Um Pendura dos Diabos, 1981), Fernando Trueba (O Macaco Louco, 1989) e Claude Lelouch (La belle histoire, 1992), entre outros.

Anémone e Jean-Paul Belmondo em O Incorrigível
Nomeada por cinco vezes aos César, o principal prémio francês, Anémone conquistou a estatueta de melhor atriz por Le Grand Chemin e deu ainda nas vistas no novo milénio em produções como O Menino Nicolau (2009), Rosalie Blum (2015) e Bem-Vindos… Mas Não Muito (2015).
Estrearia em 2018 o seu último filme, La monnaie de leur pièce, mas filmou-o um ano antes, data na qual decidiu abandonar a profissão de atriz. À Telerama explicou o abandono: “Comecei este trabalho há cinquenta anos. Estou velha, cansada e tenho o suficiente para viver. Se eu pudesse, teria parado bem antes. Com o lançamento, em 1982, do Pai Natal: Sarilhos, a notoriedade caiu sobre mim. Não só me tornou uma presa dos média, mas também me fez sentir como um produto comercial, que pertencia às empresas. Não gostei nada disso. “

Conhecida igualmente pelo seu ativismo, a antiga atriz era uma forte defensora da ecologia, do altermundialismo (anti-globalização), tendo participado em inúmeras manifestações e iniciativas sobre a matéria. Ela esteve no primeiro Fórum Social em Porto Alegre e foi porta voz da ATTAC (Associação pela Tributação das Transações Financeiras para Ajuda aos Cidadãos), entidade que desejava instituir um imposto sobre movimentações financeiras internacionais, para restringir a especulação e financiar projetos de desenvolvimento ecológico e social.

