Os Meninos da Camorra visitam hoje a Festa do Cinema Italiano

(Fotos: Divulgação)

“Não queria fazer o spin-off de ‘Gomorra’, mas falar sobre a perda da inocência. Não queria fazer um filme sobre Nápoles ou fazer um retrato sociológico simples. Tudo é construído sobre o jogo e guerra, não surpreendentemente, o filme começa com o roubo de uma árvore de Natal, só que essas crianças eventualmente entram num mundo onde não podem voltar atrás.”. Esta foram as palavras de Claudio Giovannesi em fevereiro na Berlinale sobre o seu La Paranza Dei Bambini (Piranhas- Os Meninos da Camorra), uma adaptação da obra ficcional de Roberto Saviano.

O filme é hoje exibido – pelas 21h30 – na Festa do Cinema Italiano em Lisboa na presença do seu realizador. Brevemente irá chegar às salas portuguesas.

Especificamente, na fita seguimos Nicola e o seu grupo de amigos, os quais formam uma irmandade de adolescentes de 15 anos que vive no bairro tipicamente napolitano de Sanità. Rodeados de máfia e crime, este grupo sabe que a única forma de conseguirem dinheiro, poder e a influência que invejam é entrar nesse mundo, por isso – após um assalto fracassado – aceitam trabalhar para a Camorra. Mas a ambição vai levá-los a quererem ser donos do seu bairro e rapidamente embarcam num plano de conquista que colocará a vida de todos em perigo.

“A Camorra é a única estrutura que aceita pessoas muito jovens no seu topo. No entanto, para esses “paranzini”, crianças criminosas que se tornaram comuns em muitos países do mundo (da Albânia ao Brasil), há uma expetativa de vida igual à da Idade Média, mas isso não parece ser um problema , frisou o cineasta em Berlim, onde a obra arrecadaria o prémio de melhor argumento.

Últimas