Morreu Agnès Varda, a primeira-dama da Nouvelle Vague

(Fotos: Divulgação)

Morreu uma das pioneiras da nouvelle vague: Agnès Varda tinha 90 anos quando hoje abandonou esta dimensão, na sequência de um cancro, de acordo com familiares. Não terá morrido completamente em paz, mas fica pelo menos o conforto de uma obra que se recusou a conformar totalmente com os parâmetros impostos.

Nascida na Bélgica, mudando-se então para a França, onde estudou Fotografia na Escola de Belas Artes e História de Arte (na escola do Louvre), Varda estreou-se na realização em 1954 (Le Pointe Courte), mas foi com a segunda longa-metragem que a cineasta entrou derradeiramente nos cânones cinematográficos (Cléo de 5 à 7).

Casou-se com Jacques Demy, outro nome marcante da vaga, com quem viveu até à sua morte em 1990.

Outros títulos marcantes da sua obra são Vagabond de 1985 (Leão de Ouro no Festival de Veneza), e as mais recentes incursões pelo género documental, sempre num metadiálogo próprio: Les glaneurs et la glaneuse (2000), Las Plages d’Agnès (2008) e Visages Villages (2017).

(saber+)

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