
A presença policial no Festival de Cinema de Sundance foi aumentada devido ao receio de protestos por parte de fãs de Michael Jackson contra a estreia de um novo documentário sobre o cantor.
Leaving Neverland (referência ao rancho Neverland onde Jackson viveu entre 1988 e 2003) apresenta entrevistas a dois homens que afirmam ter sido vítimas de Jackson. Os homens, atualmente na casa dos trinta anos, tinham sete e dez anos quando Jackson alegadamente começou um longo relacionamento com eles e com as suas famílias.
Dan Reed, o realizador, afirmou ter recebido ameaças de morte depois do anúncio de que o filme estrearia no festival.
Sundance também reagiu à polémica num comunicado enviado a parceiros do evento: “Chegou ao nosso conhecimento que alguns de vocês podem ter recebido mensagens ou publicações nas redes sociais de fãs de Michael Jackson que gostariam travar a exibição de ‘Leaving Neverland’. O Sundance Institute apoia artistas, permitindo-lhes contar plenamente histórias ousadas e independentes, histórias sobre tópicos que podem ser provocadores ou desafiantes. Estamos ansiosos para que as plateias do Festival assistam a esses filmes, julguem o trabalho por si mesmos, e os discutam posteriormente. ”
Já o capitão Phil Kirk, da Polícia de Park City, confirmou à Deadline o aumento do dispositivo policial no festival por temer protestos de fãs do cantor. Uma outra fonte policial, acrescentou: “As tensões são maiores para este filme do que para qualquer outra coisa que Sundance já passou“.
Instados a comentar o teor do documentários, representantes de Jackson afirmam que “esta é mais uma produção chocante numa tentativa ultrajante e patética de explorar e lucrar com Michael Jackson“.
Falecido em 2009, Jackson foi investigado em 2003 por alegadamente ter molestado um rapaz de 13 anos. Foi absolvido de todas as acusações em 2005, após julgamento.

