Embora ainda não disponha de dados oficiais, uma das diretoras do festival, Cíntia Gil, acredita que a edição do Doclisboa deste ano terá audiência equivalente à do ano passado – quando 27 mil espetadores frequentaram as salas. O que demonstra, mais uma vez, a importância de um festival deste género no país. “Mesmo com a crise, que neste ano é muito mais forte que a do ano passado, as pessoas esforçaram-se por vir ao Doc”, observa.
Uma das propostas do Doc Lisboa este ano era ter uma programação que estivesse de alguma forma conectada com a crise que se vive na Europa em geral, em Portugal em particular. Gil acredita que houve uma grande compreensão da parte do público português, que lotou as salas em seções como “Investigações” e “Cinema de Urgência”. Ressalta, no entanto, que a programação não se restringiu a traçar um mapa da crise.
Em relação ao cinema português, ela acredita que os 68 filmes apresentados compuseram um panorama interessante e diversificado do país, incluindo temas rurais e urbanos, temáticas sociais, artísticas e estéticas diferenciadas. O Doclisboa encerrou neste domingo (28/10), tendo destacado, na premiação, os filmes “Three Sisters” (do chinês Wang Bing), e “Terra de Ninguém”, de Salomé Lamas, na Competição Nacional, filme que também foi o preferido do público.

