Ressuscita o projeto de Paul Greengrass sobre a morte de Martin Luther King

(Fotos: Divulgação)

Estávamos em fevereiro de 2011 quando foi anunciado que o realizador Paul Greengrass ( United 93) e o produtor Scott Rudin estavam a preparar o drama «Memphis», que seguiria o assassinato de Martin Luther King, ocorrido no dia 4 de Abril de 1968, momentos antes de uma marcha, num hotel da cidade de Memphis, no Tennessee. Meses depois, foi noticiado que a Universal Pictures abandonara o projeto.. Agora, um ano depois, a Deadline afirma que o projeto foi revitalizado e que será mesmo o próximo trabalho de Greengrass – que filmou recentemente com Tom Hanks o drama «Captain Phillips».
 
Recordamos que Luther King, para além de pastor protestante, era um ativista político, tornando-se um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, com uma campanha de não violência e de amor ao próximo. Ele foi a pessoa mais jovem de sempre a receber o Prémio Nobel da Paz em 1964, pouco tempo antes do seu assassinato. A sua frase mais famosa saiu num discurso seu, onde afirmou:  “I Have a Dream” (Eu Tenho Um Sonho).

Com o guião do próprio Greengrass, este é apenas um dos filmes a serem preparados sobre esta importante figura do século XXI. O outro filme em fase de desenvolvimento é «Orders to Kill», um projeto que será protagonizado por Hugh Jackman e realizado por Lee Daniels(«Precious», «The Paperboy»). Baseado no livro homónimo de William Pepper, o filme acompanhará as tentativas do ativista Pepper – um advogado (interpretado por Jackman) – em mostrar que o assassino de Luther King, James Earl Ray, foi na realidade um bode expiatório numa conspiração que envolvia o governo norte-americano.  Mas a história não fica por aqui…

Em 1993, Loyd Jowers  – o proprietário de um restaurante, (o “Jim’s Grill”) próximo ao Lorraine Motel, em Memphis, onde o Dr. Martin Luther King Jr. foi assassinado em 1968 – apareceu no canal de televisão ABC News (no programa Prime Time Live), e relatou os detalhes de uma suposta conspiração que envolvia a máfia e o governo dos Estados Unidos para matar Luther King. Sob pressão da família King, a justiça de Memphis deu início a um processo contra Jowers em 1998. Após o julgamento realizado no ano seguinte, ele foi considerado culpado do envolvimento, juntamente com “pessoas desconhecidas” numa conspiração para matar Martin Luther King. 

Este julgamento passou completamente ao lado das notícias das principais estações de TV norte-americanas e será ele o grande clímax deste filme em desenvolvimento. Convém ainda notar que a Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça dos Estados Unidos começou a investigar as alegações de Jowers em agosto de 1998, tendo dois anos mais tarde anunciado não encontrou evidências para suportar a teoria de conspiração. A apoiar os resultados desta investigação estavam também David Garrow, biografo de Luther King, e o autor Gerald Posner.

«Orders to Kill» será produzido e financiado pela Millenium Films e ainda não tem qualquer data para o início dos trabalhos.

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