Numa entrevista ao Le Figaro, Albert Uderzo – um dos criadores da banda-desenhada «Astérix» – mostrou-se satisfeito com o rumo que o novo filme «Astérix e Obélix: Ao Serviço de Sua Majestade» tomou em relação ao capítulo menos positivo que representou «Astérix nos Jogos Olímpicos». «O que apreciei mais foi que finalmente devolveram ao Astérix e Obélix a sua importância (…) este filme dá ao Astérix e ao Obélix papéis importantes que os remetem para o centro da intriga. Nos filmes anteriores, as minhas queridas personagens estavam num segundo nível, reduzidos no seu valor. Isso devastou-me. O Laurent Tirard [realizador] e o argumentista Grégoire Vigneron foram honestos comigo. Aquilo que li no guião surgiu no grande ecrã.»
Quanto ao papel de Asterix estar agora nas mãos de Édouard Baer, Urdezo manifestou-se satisfeito, tal como com o seu bravo Obélix. «Ele convenceu-me. O Édouard Baer , que eu não conhecia, compôs um Astérix subtil e cheio de humor. Mais importante, eu senti claramente entre ele e o Gérard Depardieu uma cumplicidade (…) Ah, o meu bravo Obélix. Acho que Gérard Depardieu é igual a ele. Ele não interpreta o Obélix, ele torna-se o Obélix.».
Finalmente, e no que toca às hipóteses de sucesso deste novo filme do franchise, Urdezo mostra-se com reservas, mas com esperança. «Estou ciente de que o filme anterior foi decepcionante. E certamente o público vai ser cauteloso por causa disso. No entanto, estou confiante. Lembro-me que a partir de 1959, quando, com o René Goscinny, criámos o Astérix, ninguém acreditava no sucesso da série. O primeiro álbum vendeu 6.000 cópias. Depois a palavra começou a passar de boca em boca. E pronto! Tenho plena confiança nesse passar a palavra».
Recordamos que «Astérix e Obélix: Ao Serviço de Sua Majestade» chega aos cinemas portugueses no próximo dia 18 de outubro.

