Começa hoje o Festival de Cinema de Berlim (Destaques)

(Fotos: Divulgação)

Começa hoje, prolongando-se até ao dia 19 de fevereiro, o Festival de Cinema de Berlim, um dos mais poderosos certames europeus e que apresenta uma variadíssima seleção de filmes distribuídos por diversas secções, onde se destacam a Competição, a Panorama, a Forum e a Gerações. Para além disso, haverá ainda tempo para antestreias mundias, europeias e alemãs. «Bel Ami», «Haywire» e «In The Land of Blood and Honey» serão apresentados no Festival, sendo certa a presença de atores como Robert Pattinson e Angelina Jolie na passadeira vermelha.

O Filme de Abertura

O filme «Les Adieux a la reine» (Farewell My Queen) de Benoit Jacquot (Villa Amalia)é o filme escolhido para abrir a 62ª edição do Festival de Cinema de Berlim. 
 
Com Diane Kruger como Marie Antoinette, e baseado na obra homónima de Chantal Thomas, o ”adeus à rainha“é um romance histórico que retrata, pelo olhar de Sidonie (Lea Seydoux), uma fiel súbdita e leitora oficial da rainha Maria Antonieta, os últimos dias do Antigo Regime francês, que precederam a sua queda pelos revolucionários em 1789. Incidindo sobre os dias 14, 15 e 16 de julho de 1789, e com grande atenção aos detalhes, o livro descreve como as cerimónias reais foram-se esvaziando e como o temor tomou conta do Palácio de Versalhes. 
 
Virginie Ledoyen e Xavier Beauvoix são outros nomes no elenco desta obra que fascinou o cineasta mal leu o livro. «Li o “Farewell, My Queen” quando foi publicado e imediatamente soube que daria um filme interessante. E até disse isso a Chantal Thomas, quando a conheci. Porém, só anos mais tarde um produtor propôs-me que eu trabalhasse naquilo que era apenas uma ideia que tinha, mas também um desejo que finalmente se concretizava.» 
 
 
«Les Adieux a la reine»
 
 Já sobre o estilo da obra, Jacquot tenta «evitar o decorativo, o anedótico, as cansativas vinhetas que marcam a época e que já não nos interessam. Mais que uma improvável reconstituição, ou uma imagem fantasiosa dos eventos, vamos tentar criar o mundo perdido e em pânico que a personagem de Sidonie atraversa, sempre nos afastando e aproximando de quem é central para ela: a rainha.». A abordagem é a de um documentário do período, «dando a sensação de presença para que estes eventos passados se tornem um presente vivido de forma intensamente real durante todo o filme, quer para os espectadores, quer para Sidonie.
 
 «Les Adieux a la reine» vai assim focar-se muito na personagem interpretada por Seydoux, uma atriz que vimos recentemente em «Missão Impossível: Operação Fantasma. Para Jacquot, «a fita vai mover-se ao ritmo de Sidonie, do seu batimento cardíaco cada vez mais agitado à medida que o desastre se aproxima e invade os corredores, as galerias, os quartos, os salões (…) e só vai haver algum descanso quando estivermos na presença da Rainha.»

Meryl Streep Homenageada

 

 
A Dama de Ferro

A veterana atriz Meryl Streep vai receber na próxima edição do Festival de Berlim uma merecida homenagem à sua carreira, recebendo o Urso de Ouro quando surgir no certame o seu mais recente filme, «The Iron Lady», onde desempenha o papel de Margaret Thatcher.
 
Para além dessa exibição, serão ainda apresentado alguns filmes da atriz, como «Kramer contra Kramer» e «A Escolha de Sofia».
 
De acordo com o diretor do festival, Dieter Kosslick, «Meryl Streep é uma brilhante e versátil atriz que se movimenta com facilidade entre papéis mais cómicos e outros mais dramáticos».
 

Filmes em Competição

 
13 anos depois do filme «Glória», de Manuela Viegas, ter surgido em competição no Festival de Cinema de Berlim, Portugal volta a marcar presença na secção competitiva do prestigiado certame. Desta vez a escolha recaiu sobre «Tabu», o mais recente filme de Miguel Gomes (Meu Querido Mês de agosto), e que é protagonizado por atores como Teresa Madruga, Laura Soveral, Ana Moreira, Carloto Cotta, Ivo Müller, Isabel Cardoso e Manuel Mesquita. 
 
Tabu 

Nesta coprodução de Portugal, Alemanha, Brasil e França, seguimos a história de «uma idosa temperamental, a sua empregada cabo-verdiana e uma vizinha dedicada a causas sociais que partilham o andar num prédio em Lisboa. Quando a primeira morre, as outras duas passam a conhecer um episódio do seu passado: uma história de amor e crime passada numa África de filme de aventuras». 
 
Para além de «Tabu», foram ainda escolhidos para esta secção: «Aujourd´hui», de Alain Gomis, «Barbara», de Christian Petzold, «Cesare deve morire», de Paolo e Vittorio Taviani, «Gnade», de Matthias Glasner, «Jayne Mansfield’s Car», de Billy Bob Thornton, «L´enfant d´en haut», de Ursula Meier, «Metéora», de Spiros Stathoulopoulos, «Csak a szél”» (Just The Wind), de Benedek Fliegauf, e «Was bleibt» (“Home For The Weekend”), Hans-Christian Schmid; «Captive» (Captured), de Brillante Mendoza, «Dictado» (Childish Games), de Antonio Chavarrías, «Extremely Loud And Incredibly Close» (Extremamente Alto, Incrivelmente Perto), de Stephen Daldry, «Jin líng Shí San Chai», de Zhang Yimou e «Kebun binatang», de Von Edwin.
 
O britânico Mike Leigh será o presidente do júri, que conta ainda com Asghar Farhadi, Anton Corbijn, Charlotte Gainsbourg, Jake Gyllenhaal, François Ozon, Boualem Sansal e Barbara Sukowa .
 

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