Um dos maiores ícones da canção americana, com 37 álbuns gravados, consagrada ainda como atriz e realizadora, tanto por sucessos de bilheteira quanto pela conquista do Oscar, Barbra Streisand receberá uma Palma de Ouro Honorária na cerimónia de encerramento da 79ª edição do Festival de Cannes, marcada para 23 de maio, em França. Hoje com 83 anos, ela tem no currículo sucessos como Funny Girl (1968) e Yentl (1983).
“É com um sentimento de orgulho e profunda humildade que me sinto honrada por me juntar ao grupo dos anteriores laureados com a Palme d’Or honorária, cujo trabalho me inspira há muito tempo”, afirmou Barbra Streisand, num comunicado publicado no sítio oficial do festival. “Nestes tempos desafiantes, o cinema tem a capacidade de abrir os nossos corações e as nossas mentes a histórias que reflectem a nossa humanidade partilhada e a perspectivas que nos lembram tanto da nossa fragilidade como da nossa resiliência. O cinema transcende fronteiras e políticas, e afirma o poder da imaginação para moldar um mundo mais compassivo”.
A voz de mezzo-soprano de Barbra, que abrange duas oitavas, tocou fundo o imaginário cinéfilo de Iris Knobloch, a presidente do Festival de Cannes, que confessou, numa declaração ao sítio oficial evento: “Este ano quisemos prestar homenagem a uma artista que marcou a história pela força da sua arte e pela busca intransigente da liberdade. Enquanto mulher, sinto uma grande satisfação por poder expressar a nossa admiração por esta criadora consumada e cidadã corajosa, cujo exemplo resiste ao tempo e continua a inspirar.”
Tendo sonhado tornar-se atriz desde a infância, Barbra voltou-se primeiro para o canto por necessidade. A sua carreira fulgurante, marcada pela paixão, carisma e exigência artística, começou muito cedo, muito depressa e de forma impressionante: triunfou em cabarés aos 18 anos; nos palcos da Broadway aos 20; com o seu primeiro álbum aos 21; e diante das câmaras aos 26, em Funny Girl, de William Wyler, que lhe valeu o primeiro Óscar.
Ativista das lutas do feminismo, ela tem sido uma fervorosa defensora da saúde cardíaca das mulheres através do Barbra Streisand Women’s Heart Center, no Cedars-Sinai Heart Institute. Abraça ainda numerosas outras causas, através da Streisand Foundation, criada em 1986, onde luta (sobretudo) pelo bem-estar da comunidade queer.

