O Festival de Cinema de Veneza acordou esta quarta-feira, 27 de agosto de 2025, sob o impacto de protestos em solidariedade com a Palestina, sendo colocado – em frente ao tapete vermelho do certame – uma faixa com a mensagem que apela ao fim do genocídio em Gaza e à liberdade para a Palestina.
A mobilização foi organizada por uma ampla coligação de sindicatos, coletivos feministas e estudantis, grupos ambientalistas, associações religiosas, ONGs, bem como redes internacionais como a Extinction Rebellion. Também participaram associações ligadas ao cinema, entre técnicos, montadores e alguns festivais. O grupo exige que o Festival de Veneza condene publicamente as ações militares de Israel em Gaza e denuncie a “cumplicidade dos governos ocidentais”.
O protesto terminou com o slogan “Do rio ao mar, a Palestina será livre”, considerado antissemita por parte de Israel. Uma nova manifestação está marcada para sábado, 30 de agosto.
Paralelamente, centenas de cineastas e artistas subscreveram uma carta aberta do coletivo Venice4Palestine, pedindo ao festival que assuma “uma posição clara e inequívoca”. A Bienal de Veneza respondeu que o certame sempre foi espaço de debate, sublinhando a presença em competição de A Voz de Hind Rajab, filme da tunisina Kaouther Ben Hania sobre a morte de uma menina palestiniana em 2024.

