Léa Drucker: “Catherine Breillat é uma mulher exigente e tem um ponto de vista radical no cinema”

(Fotos: Divulgação)

Afastada do cinema desde 2013, quando lançou “Abus de faiblesse“, a francesa Catherine Breillat regressou à atividade com “L’été dernier” (Último Verão), um remake de “Rainha de Copas” (Queen of Hearts).

Presente no Festival de Cannes em competição, no filme temos Léa Drucker como uma advogada casada que tem uma relação adúltera com o problemático enteado, facto que vai provocar um redemoinho de peripécias, dramas e perversidades. “Não vi o filme dinamarquês antes de filmar este para não me intimidar por aquela personagem”, disse-nos Drucker em Paris no início do ano. “Só vi o filme original depois das filmagens do novo filme estarem completados. A interpretação da Trine Dyrholm é prodigiosa, magnífica. Admiro muito essa atriz.”

Sobre a colaboração com Catherine Breillat, que regressa ao cinema 10 anos depois, Drucker afirma que foi uma experiência muito particular: “É uma mulher extremamente exigente com um ponto de vista radical do seu cinema. É muito apaixonada e é preciso deixar essa forma de ser respirar, Não conseguimos fazer um filme contra o ambiente geral, ou sozinhos”.

Admitindo que tem um método de trabalho, a atriz francesa teve uma interpretação notável sob direção de  Xavier Legrand em “Jusqu’à La Garde, “um filme enorme e profundo”, mas também neste remake de “Queen of Hearts”. E também a vimos em Incroyable mais vrai, uma comédia dramática negra de Quentin Dupieux onde desempenha uma mulher que descobre um portal na sua cave onde pode rejuvenescer. “Gosto de fazer filmes muito diferentes e ter papéis igualmente díspares”, diz-nos, refletindo que as suas escolhas estão muito ligadas à “intuição”: “Nunca fiz planos quando decidi ser atriz, mas é verdade que procura histórias que me surpreendam e me toquem particularmente. Nem sempre são escolha racionais, mas refletem um pouco o meu olhar para o mundo.

O Festival de Cannes termina a 27 de maio.

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