Concorrentes ao Oscar de Melhor Filme terão de apresentar inventário sobre equipa de produção

(Fotos: Divulgação)

A partir da próxima edição, que será a 94ª e decorrerá a 27 de março de 2022, todos os filmes que se qualifiquem para a corrida ao Oscar de Melhor Filme terão de apresentar um inventário sobre a identidade da equipa envolvida na produção, incluindo informação sobre identificação racial/étnica, orientação sexual e identidade de género.

Esta semana a Academy of Motion Picture Arts and Sciences (AMPAS), entidade responsável pelos Oscars, lançou uma plataforma chamada RAISE, na qual os produtores dos filmes que se qualificarem para a corrida à estatueta devem preencher um formulário complexo, com o objetivo de cumprir a estratégia de inclusão e representação publicitada pela Academia. Por enquanto, nenhum filme será excluído da competição com base nestes critérios, mas a partir de 2024 qualquer filme que queira concorrer para o Oscar de Melhor Filme terá de cumprir os requisitos e quotas mínimas definidas pela Academia.

Entre as categorias que serão monitorizadas pela AMPAS está a “representação em ecrã”, “temas e narrativas”, bem como a composição da equipa responsável pela produção do filme. Tanto os atores no ecrã como a equipa por detrás da câmara será contabilizada, e os produtores são “encorajados” a “validar os dados com os próprios indivíduos sempre que possível”.

Ainda há muitas dúvidas por esclarecer quanto ao funcionamento destes parâmetros e quanto ao impacto que terão na indústria de cinema, em especial a norte-americana. A Academia tem ainda vários procedimentos por acertar e divulgar, mas o certo é que os próximos anos serão o período de testagem deste tipo de gestão da produção de filmes.

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