Anunciados os vencedores do 18º IndieLisboa

"Les Prières de Delphine" e "No Táxi de Jack" foram os grandes vencedores da noite.

(Fotos: Divulgação)

Os vencedores do 18.º Festival Internacional de Cinema IndieLisboa, a decorrer desde 20 de agosto, foram anunciados na noite desta segunda-feira, numa cerimónia na Culturgest.

O documentário “Les Prières de Delphine“, de Rosine Mbakam, venceu o Grande Prémio de Longa-Metragem do festival. O júri, composto pelo cineasta Bas Devos, pela escritora Erika Balsom e pela dramaturga, atriz e encenadora Joana Craveiro, considerou que o filme “é um poderoso acto de co-criação entre a realizadora e a pessoa retratada”, que “reflecte sobre posicionamento, cumplicidade, e as intersecções de raça, classe e migração”. A realizadora, proveniente dos Camarões e residente na Bélgica, “faz um retrato de uma jovem camaronesa que carrega uma bagagem de sofrimento, pertencente a uma geração de jovens mulheres africanas destruídas pelas nossas sociedades patriarcais e abandonadas para a exploração sexual ocidental, como único meio de sobrevivência”. O júri escreve ainda que o filme se inscreve “numa importante linhagem de não-ficção feminista, pedindo-nos que escutemos uma mulher a narrar a sua vida com posse sobre a sua história e dignidade”.

Já o prémio para a Melhor Longa-Metragem Portuguesa foi atribuído a “No Táxi de Jack“, de Susana Nobre. O júri da competição nacional, composto pela programadora Mercedes Martínez-Abarca, pelo exibidor e distribuidor Ramiro Ledo Cordeiro e pelo programador Daniel Vadocky, considerou que, “através da história de um homem que pretende passar a reforma no seu próprio país, a realizadora conseguiu captar a luta de uma determinada parte da sociedade portuguesa que emigrou durante a ditadura e regressou à pátria ao fim de décadas”. “A ternura e o calor com que a realizadora mostra o cuidado com a personagem principal vai além da tela e toca o coração do público”, defenderam.

Do festival que agora termina saíram ainda vencedores Ephraim Asili, com “The Inheritance“, que lhe valeu um Prémio Especial, e Marta Sousa Ribeiro, que recebeu o Prémio de Melhor Realização para Longa-Metragem Portuguesa por “Simon Chama“.

No âmbito das curtas metragens, “O que Resta“, de Daniel Soares, foi tida como a Melhor Curta-Metragem Portuguesa, e “Keep Shiftin’“, de Verena Wagner, venceu o Grande Prémio da Curta-Metragem do júri internacional. Também “The Shift“, de Laura Carreira, foi distinguido com o prémio Novo Talento The Yellow Color.

A Melhor Curta de Animação foi “Thank You“, de Julian Gallese; Rokhaya Marieme Balde recebeu a honra de Melhor Curta de Documentário com “À la recherche d’Aline“; e o prémio de Melhor Curta de Ficção foi atribuído a “Come Here“, de Marieke Elzerman.

Na passada sexta-feira, já tinha sido anunciado que a curta-metragem “Hunting Day“, de Alberto Seixas, vencera o prémio da secção Novíssimos.

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