Excecionalmente, as salas de cinema da Cinemateca não fecharão em agosto para a tradicional pausa de verão. A decisão desta abertura foi tomada como forma de compensar os espetadores pelo encerramento forçado das salas de cinema no primeiro trimestre deste ano, decorrente da pandemia.
A programação de agosto seguirá um modelo diferente do habitual e terá duas sessões diárias de segunda a sábado ao final do dia, a que se soma a sessão única da Cinemateca Júnior no Salão Foz aos sábados de manhã.
Face aos atuais constrangimentos impostos no combate à Covid-19, ainda não tem sido possível garantir o regresso das sessões noturnas na Esplanada, como tem acontecido nos meses de julho e setembro ao longo dos últimos anos, mas a partir de dia 23 agosto a Cinemateca conta abrir também essa sala ao público, num horário ligeiramente mais cedo do que o habitualmente praticado (20h30). Caso as medidas restritivas ainda em vigor (concretamente o limite de horário das 22h30 para os espetáculos culturais) sejam levantadas ainda durante o mês de julho ou no início de agosto, as sessões noturnas programadas para agosto antes dessa data poderão vir ainda a passar para o ar livre na Esplanada.
O programa de agosto centra-se em dois grandes eixos, o ciclo “Por uma Canção“, todo ele construído à volta de momentos fílmicos musicais, e a habitual colaboração com o IndieLisboa, no âmbito da qual serão exibidos todos os filmes das secções “Director’s Cut” e “Director’s Cut em Contexto”.
Além disso, a Cinemateca terá em agosto uma sessão de antecipação da sua outra colaboração habitual, desta feita com o DocLisboa. Este ano será apresentada toda a obra de Cecilia Mangini e para assinalar a retrospetiva dedicada à fotógrafa e realizadora italiana, que terá lugar em outubro, a Cinemateca e o Doclisboa exibem no próximo dia 6 de agosto as três primeiras curtas-metragens da cineasta, fruto da sua colaboração com Pier Paolo Pasolini. Falecida no início deste ano, Cecilia Mangini é um dos nomes maiores do documentário em Itália, país onde foi a primeira mulher a realizar documentários no pós-Guerra. Esta sessão especial é ainda acompanhada pelo filme “Laokon & Söhne” (“Laoconte & Filhos“), de Ulrike Ottinger, cineasta, fotógrafa e artista que também terá direito a uma retrospetiva este ano.
As recomendações semanais do C7nema sobre as sessões na Cinemateca manter-se-ão.

