O japonês Koreeda Hirokazu, cujo último filme, Tal Pai, Tal Filho [ler crítica], chega aos cinemas portugueses em dezembro, afirmou numa entrevista ao EL Pais que o organismo que seleciona as obras japonesas que concorrem ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, sempre primou por selecionar filmes locais «muito fechados na sua pequenez», mostrando assim alguma insatisfação pelo esquecimento do seu filme para estes prémios. «Dá-me pena», concluiu o cineasta.
Recordamos que Tal Pai, Tal Filho venceu o Prémio do Júri no Festival de Cannes, tendo tido uma boa recepção pela critica internacional. Esse sucesso foi de tal ordem que Steven Spielberg, através da Dreamworks, adquiriu os direitos para a execução de uma versão americana do conceito – algo que Hirokazu considera uma «honra», ao contrário do que se poderia imaginar.
Ainda assim, o comité optou por The Great Passage, de Yuya Ishii, uma tragicomédia sobre um homem que tem o seu trabalho de sonhov[editar um dicionário] e que corteja de forma desajeitada a filha da sua senhoria.

