A curta-metragem «Em Terra Frágil», de Bruno Carnide, é uma viagem ao mundo mais cruel do ser humano. Percorrendo dois países, Portugal e Inglaterra, conta a história de uma mãe que se vê obrigada a deixar a filha devido a um vício oculto do marido. Em Inglaterra sofre pela distância do seu bem mais preciso, enquanto o marido, em Portugal, continua o seu vício com a filha. Será isto um modo de vida? Haverá ainda esperança?
Com Nuno Nunes, Alice da Cunha e Beatriz Costa, este drama de 10 minutos estará presente esta noite no Shortcutz Porto, que começa às 22h00 no Hard Club (Mercado Ferreira Borges).
O c7nema falou com o realizador Bruno Carnide a propósito deste interessante projecto de ficção nacional, que tem vindo a percorrer o país.
De que trata “Em Terra Frágil”?
“Em Terra Frágil” é um projecto que demorou 3 anos a ser concretizado, desde a ideia até ao resultado final. Foi um projecto que acompanhou todo o meu processo de evolução na área do cinema.
«Em Terra Frágil» é uma viagem ao mundo mais cruel do ser humano. Percorrendo dois países, Portugal e Inglaterra, conta a história de uma mãe que se vê obrigada a deixar a filha devido a um vício oculto do marido. Em Inglaterra sofre pela distância do seu bem mais preciso, enquanto o marido, em Portugal, continua o seu vício com a filha.
Qual dirias que são as referências do filme?
As referência são inúmeras, algumas claramente visíveis e outras mais escondidas no meio da narrativa. Como foi um projecto que demorou um longo tempo a ser concretizado acabou por ir absorvendo todas as influências que ia “ganhando”, desde filmes, música, imagens, viagens…um pouco de todas as influências que me caracterizam como ser humano.
Qual tem sido o percurso do filme?
Neste momento o filme já esteve presente em algumas mostras e festivais de curtas-metragens, estando presente na próxima quarta-feira no ShortCutz no Porto.
Como vês o aparecimento de cada vez mais certames onde mostrar curtas-metragens, como o Shortcutz?
Esse aparecimento é bastante bom, uma vez que não existe uma industria cinematográfica em Portugal. Esses certames acabam por ser a única forma que os realizadores têm de ver o seu trabalho reconhecido, quer para aqueles que se estão a iniciar agora, quer para aqueles que já estão na área há mais tempo.
Dirias que há um novo cinema português a nascer, comercialmente mais capaz, muito baseado na explosão de curtas-metragens?
Diria que essa é talvez a unica maneira de se poder fazer cinema quando os apoios são cada vez mais escassos. As curtas acabam por assumir uma papel importante para o reconhecimento de talento dos realizadores que não têm tantos meios, e que para eles a executabilidade de uma longa torna-se quase impossível.

