Com “Pinocchio” arranca hoje a Festa do Cinema Italiano

(Fotos: Divulgação)

A 13ª edição do festival decorre em Lisboa entre 4 e 12 de novembro e terá as sessões de abertura no cinema São Jorge. O restante da programação será exibida nas salas do UCI El Corte Inglés e na Cinemateca Portuguesa, que sedia a apresentação da obra completa de Federico Fellini, que este ano completaria 100 anos. A Festa do Cinema Italiano também expande-se ao longo do mês a mais 14 cidades portuguesas. Parte da programação também estará disponível “online” como parte de uma parceria com plataforma de streaming Filmin.

Pinocchio”, uma abordagem que promete fidelidade ao carácter mais negro e assustador  do clássico literário de Carlo Collodi, foi o filme escolhido para a abertura. Matteo Garrone, um dos mais celebrados cineastas italianos dos últimos anos (de “Gomorra” e “Dogman”) assina a obra, que tem Roberto Benigni como um dos seus protagonistas.

Segundo o diretor da Mostra, Stefano Savio, “o filme é uma grande produção que demonstra a capacidade da cinematografia italiana de engendrar projetos ambiciosos mantendo a própria identidade cultural e desfrutando ao máximo as excelências do próprio país”, observa. Segundo ele, não se trata apenas do conto de Collodi, mas também pela participação de extraordinários artesãos, figurinistas, decoradores, pintores que deram corpo e imagem as fantasias de um realizador visionário como o Garrone”.

Ainda vinda de um período pré-pandemia, a programação do festival não se ressente dos efeitos das paragens de produção – já que são obras selecionadas para a data tradicional do evento, cancelada em abril em função das restrições ligadas ao encerramento dos espaços culturais. Assim, o certame continua representativo da produção do país.

‘Manual de Sobrevivência para Pais’

Deste panorama do cinema italiano contemporâneo, Savio destaca alguns deles. ‘Manual de Sobrevivência para Pais’ (Figli) de Giuseppe Bonito, é uma divertida e inteligente comédia sobre a dificuldade de ser pais e manter vivo um relacionamento, enquanto A Felicidade das Pequenas Coisas’ (Momenti di Trascurabile Felicitá), de Daniele Luchetti, é uma simpática reflexão sobre o sentido da felicidade sobretudo quando temos uma hora e meia de vida. Também destacaria ‘O Pecado’, de Andrej Konchalovskij sobre a vida de Michelangelo e a sua obsessão pela arte e pela pedra”.

Já o centenário de Federico Fellini é celebrado com uma retrospetiva completa na Cinemateca Portuguesa, uma oportunidade para ver não só para ver ou rever em grande ecrã alguns dos maiores clássicos da história do cinema (“As Noites de Cabíria”, “A Doce Vida”, “8 ½”, “Amarcord” e “Satyricon”, entre outros) como filmes dos seus primórdios (“O Sheik Branco”, “Os Inúteis”).

Conforme Stefano Savio, “nós pensamos que uma retrospectiva integral seria a maneira mais digna e correta para celebrar o ano do centenário de Federico Fellini, um dos realizadores e artistas italianos mais marcantes do século passado. A Cinemateca aceitou com prazer esta sugestão e conseguimos organizar numa altura difícil como esta um evento de grande valor e importância onde será possível ver e rever muitas das obras de Fellini em cópias restauradas”.

A programação completa pode ser consultada em www.festadocinemaitaliano.com

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