Anunciados filmes de abertura e encerramento do DocLisboa

O primeiro dos seis módulos que dão forma ao DocLisboa’20 terá lugar entre 22 de outubro e 1 de novembro.

(Fotos: Divulgação)

Será uma estreia mundial a abrir o festival DocLisboa’20. Trata-se de “Nheengatu – A Língua da Amazónia, uma obra sobre a língua imposta às populações indígenas pelos primeiros colonizadores portugueses que desembarcaram no Brasil no século XV. Numa viagem pelo rio Negro, o realizador José Barahona encontra-se com comunidades locais que ainda falam este idioma e toca nas diferentes questões culturais, históricas e sociais que confrontam tradição e futuro. A sessão de abertura contará com a presença do realizador.

Já o encerramento do festival ficará a cargo de “Paris Calligrammes”, o documentário da realizadora alemã Ulrike Ottinger, estreado na última edição do Festival de Berlim. Nele percorremos as memórias da realizadora sobre a exuberante Paris dos anos 60, onde viveu, revelando o encontro com tantos nomes incontornáveis dos mais diversos movimentos artísticos, como Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir ou Jean Rouch, e com as questões políticas que pautaram aquele período, como a independência da Argélia e as revoltas estudantis de Maio de 1968, fundamentais na sua formação enquanto artista. Ottinger partilha um poético caleidoscópio de fotografias, narrativas e o diário íntimo das suas experiências marcadas pelo cenário artístico e intelectual parisiense.

Iniciando o primeiro trecho de programação já no próximo mês, o DocLisboa’20 destaca ainda a retrospetiva desta edição, anunciada no passado mês de junho, que é dedicada ao cinema da Geórgia, sob o mote “A Viagem Permanente – O Cinema Inquieto da Geórgia”. A programação completa já está disponível no website do festival.  

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