
Ao contrário da Seleção Oficial e Semana da Crítica, a Quinzena dos Realizadores em Cannes é uma mostra paralela de cariz não competitivo. Porém, muitos dos parceiros da Sociedade de Realizadores Franceses, que organizam esta secção, atribuem prémios aos filmes que por lá são exibidos. E depois de em 2014 os prémios ligados à Quinzena terem cabido quase todos a Les Combattants, este ano várias obras foram distinguidas.
A começar por Embrace of the Serpent (El abrazo de la Serpiente), um drama inspirado nos diários dos primeiros exploradores que viajaram pela Amazónia colombiana. Realizado por Ciro Guerra, o filme foi vencedor do prémio Art Cinema, atribuído pela CICAE.
Já o prémio SACD coube a My Golden Years (Trois souvenirs de ma jeunesse), do cineasta francês Arnaud Desplechin, enquanto o prémio Europa Cinéma Label foi entregue a Mustang, uma obra da franco-turca Deniz Gamze Ergüven. Com Alice Winocour (Maryland) como co-argumentista, este primeiro filme da realizadora denuncia os casamentos forçados impostos a cinco jovens irmãs numa aldeia remota na Turquia.
No que toca às curtas-metragens, o grande vencedor do Prémio Illy foi Rate me, um trabalho do britânico Fyzal Boulifa, ele que já tinha triunfado na Quinzena dos Realizadores, em 2012, com a curta The Curse.

