No ano que comemora as suas 50 edições, a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo vai distinguir o produtor português Paulo Branco e os realizadores James Gray e S. S. Rajamouli com o Prémio Leon Cakoff, atribuído a personalidades com percursos relevantes no cinema. Já o cineasta chileno-italiano Marco Bechis vai receber o Prémio Humanidade, destinado a cineastas cuja obra se cruza com questões sociais e de direitos humanos.
Produtor de cerca de 300 filmes ao longo da carreira, Paulo Branco terá 13 longas-metragens apresentadas numa seleção que passa por Silvestre (1981), de João César Monteiro, Francisca (1981), de Manoel de Oliveira, O Estado das Coisas (1982), de Wim Wenders, La Captive (2000), de Chantal Akerman, e Mistérios de Lisboa (2010), de Raúl Ruiz. O produtor português leva ainda à Mostra os mais recentes O Barqueiro, de Simão Cayatte, Memórias do Cárcere, de Sérgio Graciano, e Aqui, de Tiago Guedes.
James Gray estará presente na abertura do festival com Paper Tiger, com a homenagem ao realizador norte-americano a incluir uma retrospetiva com títulos como Little Odessa (1994), The Yards (2000), We Own the Night (2007) e The Immigrant (2013). No dia 15 de outubro, Gray participa ainda numa conversa com Walter Salles, na Sala Petrobras na Mostra, no Solar Fábio Prado.
S. S. Rajamouli, realizador de RRR: Revolta, Rebelião, Revolução (2022), vencedor do Óscar de Melhor Canção Original, terá ainda uma apresentação especial da obra na Mostra e participa numa conversa com o público.
Já Prémio Humanidade será entregue ao ítalo-chileno Marco Bechis, que apresenta Ritorno a Buenos Aires, filme exibido em competição no Festival de Veneza e centrado num homem que regressa à Argentina para testemunhar no julgamento dos antigos militares responsáveis pelo seu sequestro e tortura durante a ditadura.
A 50.ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo decorre de 15 a 29 de outubro de 2026.

