Where to Land, de Hal Hartley, foi distinguido com o Grande Prémio NOS da 19.ª edição do LEFFEST, certame que encerrou hoje após um início a 7 de novembro.
Numa cerimónia que decorreu no Cinema São Jorge, em Lisboa, o júri — composto por Kim Gordon, Stacy Martin, Manuel Martín Cuenca, Rodrigo Moreno e Francisco Aires Mateus — justificou a escolha “pela originalidade, brilhantismo e profundidade, com uma encenação transparente e simples que transforma o filme numa pequena jóia”.
O filme, assinado pelo veterano cineasta que esteve também em destaque no festival com uma retrospetiva da sua obra, segue Joseph Fulton, um realizador aposentado em busca de calma e contacto com a natureza, que aceita trabalhar como assistente de jardineiro num cemitério para se manter ocupado enquanto prepara o seu testamento. A decisão é mal interpretada: família, amigos e vizinhos convencem-se de que ele está a morrer e invadem o seu apartamento para um suposto “último adeus”, carregado de reflexões atrapalhadas sobre o sentido da vida.
Já o Grande Prémio do Júri João Bénard da Costa foi para Miroirs No. 3 (2025), de Christian Petzold, destacado “pelas suas excelentes interpretações e pela enorme liberdade ao explorar um universo próximo e comovente”. O júri atribuiu ainda duas Menções Honrosas na Competição Oficial a In the Land of Brothers (2025), de Alireza Ghasemi e Raha Amirfazli, e Silent Friend (2025), de Ildikó Enyedi.
Na secção Descobertas, o júri — Avi Mograbi, Stéphanie Argerich, Margarida Cardoso, Alain Planès, Stephen Kovacevic e João Peste — premiou Shadowbox (2025), de Tanushree Das e Saumyananda Sahi, descrevendo-o como “uma viagem íntima, conduzida com grande delicadeza e tensão contida”. A Menção Honrosa foi atribuída a Living the Land (2025), de Huo Meng, elogiado pela forma como “equilibra homens, animais, estações e vida num mesmo círculo subtil de forças”.
No Encontro Internacional de Escolas de Cinema, o prémio de Melhor Curta-Metragem foi entregue a Tarik (2025), de Adem Tutić (FDA Belgrado).

