O festival Olhares do Mediterrâneo – Women’s Film Festival regressa a Lisboa de 28 de outubro a 6 de novembro, para a sua 12.ª edição, sob o lema “Semear Resistências, Cultivar Utopias”. O evento cresce este ano para dez dias e seis espaços da cidade — entre eles o Cinema São Jorge, a Cinemateca Portuguesa e o Museu do Aljube — apresentando 63 filmes de 29 países, com 12 produções portuguesas.
A sessão de abertura será a 30 de outubro no São Jorge, com Where the Wind Comes From, da tunisina Amel Guellaty, um road movie sobre juventude, liberdade e rebeldia num país ainda preso a convenções sociais, enquanto o encerramento fica a cargo de The Dreamer, de Anaïs Tellenne — que explora temas como a beleza não convencional, olhar artístico e julgamento social ao contar a história de um homem com apenas um olho que vive solitário com a mãe numa mansão praticamente desabitada da qual é o caseiro. Fora de competição, destacam-se The Brink of Dreams, premiado em Cannes 2024, e Guardadoras de Histórias, Guardiãs da Palavra, de Raquel Freire.
Na competição, encontram-se 53 filmes, distribuídos por quatro secções: longas e curtas-metragens, Travessias (dedicada a migrações, racismo e colonialismo) e Começar a Olhar (filmes de escola).
Destaque ainda, entre 3 e 6 de novembro, para a programação da Cinemateca Portuguesa, onde uma mostra dedicada à Guerra da Jugoslávia trouxe as cineastas Jasmila Žbanić e Mirjana Karanović a Lisboa.
O festival integrou ainda debates, workshops e atividades da MUTIM, reforçando o compromisso com o cinema feito por mulheres.

