Apesar de um corte do apoio governamental na casa dos 50%, o Festival Internacional de Cinema de Busan vai alargar o seu programa de projeções em cerca de 8%, naquilo a que denomina “um esforço para manter uma escala condizente com o principal festival de cinema da Ásia”.
Com a abertura marcada para o dia 2 de outubro, o certame vai abrir com Uprising, um drama de época a Netflix, com guião e produção de Park Chan-wook (Oldboy) e realização de Kim Sang-man. No filme, o foco está num servente (interpretado por Gang Dong-won) e o seu patrão, o filho de uma família nobre com ligações militares. “Com o humor caraterístico de Park Chan-wook a permear a narrativa bem tecida, repleta de conflitos e tensões intensas, o filme é alimentado por uma energia poderosa e convincente que se destaca verdadeiramente”, afirmaram os programadores do festival.
O festival termina a 11 de outubro com a exibição de Spirit World, um projeto do cineasta de Singapura Eric Khoo. Filmado no Japão com Catherine Deneuve no papel de uma cantora, Claire, que viaja para o país do sol nascente para um último concerto já esgotado. Quando o espetáculo chega ao fim, o mesmo acontece com a sua vida mundana.
O festival sul-coreano atribuirá o seu prestigiado prémio de Cineasta Asiático do Ano ao japonês Kurosawa Kiyoshi, cujo filme “Cloud” estreou recentemente em Veneza e cujo Serpent’s Path terá a sua estreia internacional em San Sebastian. Busan exibirá os dois filmes.

