Embora a Quinzena dos Realizadores seja uma secção não-competitiva paralela ao certame principal de Cannes, os patrocinadores desta secção, que pertencem à rede Europa Cinemas, atribuem sempre algumas distinções. A obra considerada o melhor filme europeu foi “A Chiara“, de Jonas Carpignano, uma história que se centra numa rapariga de 16 anos que vem a compreender o envolvimento do seu pai numa rede de crime organizado. O júri destacou a imersividade do filme, bem como o elenco, composto por amadores. Carpignano já havia ganho este mesmo prémio há quatro anos pelo seu filme anterior, “A Ciambra“.
A segunda honra foi entregue a Vincent Maël Cardona pela sua primeira longa-metragem “Magnetic Beats” (“Les Magnétiques”), vencendo assim o Prémio SACD, da responsabilidade da Sociedade de Autores francesa. O filme desenrola-se nos anos 1980 na cena pós-punk e segue um adolescente que se apaixona pela namorada do irmão antes de ser convocado para cumprir o serviço militar em Berlim. O júri destacou principalmente a mise-en-scène e o trabalho visual do filme.


