O filme egípcio “Feathers”, de Omar El Zohairy, ganhou o Grande Prémio Nespresso da Semana da Crítica, cujo júri é presidido pelo cineasta romeno Cristian Mungiu. O projeto, sobre uma mulher obrigada a ter de sobreviver longe da asa do marido (que se transformou numa galinha!), nasceu em Cannes no programa Cinéfondation. “Cada sequência do filme é como um retrato”, explicou-nos o realizador em entrevista a publicar brevemente, acrescentando que o seu filme não é de todo uma alegoria mas bastante direto nos temas que aborda e que vão ao encontro da emancipação de uma mulher totalmente dependente do esposo e de um sistema patriarcal.
Também vencedor nesta barra paralela do Festival de Cannes foi “Olga”, de Elie Grape, que levou para casa o Prémio SACD (Sociedade de Autores). Já com distribuição assegurada no nosso país, no filme estamos em 2013 e seguimos uma ginasta ucraniana de 15 anos exilada na Suíça que luta por conseguir uma posição no centro olímpico do país. Quando começa a revolta Euromaiden, a sua ansiedade ganha contornos especiais pelo envolvimento da família no protesto. “O filme vem numa continuidade do meu trabalho no conservatório de dança sobre as exigências físicas. A Ginástica é um desporto individual e coletivo, o que ajuda ao drama da Olga”, disse-nos Grape, que teve neste filme o seu primeiro trabalho.

“Olga” 
“Amparo”
Noutros vencedores, nota para o Prémio Canal+ para a curta-metragem “Brutalia, Days of Labour”, enquanto Julie Lecoustre e Emmanuel Marre conquistaram o Prémio Gan de Distribuição por “Zero Fucks Given”.
Finalmente, o Prémio de Revelação foi para Sandra Melissa Torres e Simon Mesa Soto por “Amparo”.


