«Hunting Elephants» por Roni Nunes

(Fotos: Divulgação)

Jonathan (Gil Blank) é um garoto de 12 anos vítima de bullying na escola, a lidar com a morte recente do pai sobre a qual teve alguma responsabilidade e, para piorar, a assistir o ex-chefe do pai a assediar (e ser correspondido) a sua própria mãe. Quando a coisa não podia piorar, ela o leva para conhecer o avô paterno (Sasson Gabai) num lar, pois não tem com quem deixar o rapaz nas horas vagas. Este é rude, resmungão e pouco interessado em criar laços com o neto.

Esse ponto de partida dramático é o começo de um filme que é, sobretudo, uma comédia. A partir da chegada do rapaz ao asilo, entra em cena mais um dos velhotes, Nick (Moni Moshonov), o melhor amigo do avô – com o gangue a ficar completo quando por lá surge, farejando a herança da avó moribunda de Jonathan, o seu tio Michael (Patrick Stewart), que vive em Londres. Apesar de se apresentar como um lorde ele é, na verdade, um ator na bancarrota.

Quando os três velhotes e o garoto decidem assaltar um banco, Hunting Elephants submerge definitivamente nos mares já muito navegados a explorar as idiossincrasias dos idosos. Mesmo assim, beneficia de personagens bem construídas, entre os quais o egocêntrico e decadente lorde de Stewart – responsável por alguns momentos hilários.

Entre piadas e um assalto a um banco, valores familiares, adolescência e velhice perpassam a trama, abordados com profundidade suficiente. Nada de transcendente, mas com bons momentos.

O Melhor: Patrick Stewart. É globalmente divertido
O Pior: os lugares-comuns, particularmente no final


Roni Nunes

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