‘Annapolis’ por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

Sinopse


James Franco é o protagonista de Annapolis – Paixão e Glória, a extraordinária história da luta de um jovem para sobreviver ao duro treino de uma das academia militares mais exigentes do mundo.

Contrariando todas as probabilidades, o jovem habitante da localidade, Jake Huard (Franco) realiza a ambição que sempre tivera de ser admitido em Annapolis. Mas entre ele e as suas esperanças de se tornar um líder está o comandante da companhia – o impiedoso e inflexível Tenente Cole (Tyrese Gibson). Recheada de acção e emoção, Annapolis – Paixão e Glória é uma história inspiradora de coragem e honra.

Realizador: Justin Lin

Elenco: James Franco, Tyrese Gibson, Jordana Brewster, Donnie Wahlberg, Chi McBride, Vicellous Reon Shannon

 

Comentário:


«Annapolis” foi uma obra terrivelmente bombardeada pela crítica nos EUA, e é fácil entender o porquê. Na realidade não estamos perante um daqueles filmes terrivelmente maus, mas acima de tudo, esta é uma obra insossa, sem grande charme, aventura ou mesmo drama. E pode-se mesmo dizer que este trabalho é uma verdadeira rotunda cinematográfica
– o que me deixa em pânico, pois Justin Lin é supostamente o realizador do remake americano de “Oldboy“.

Jack Huard (James Franco) é um jovem que quer mais da vida do que apenas arranjar barcos, tal como o seu pai o faz. Essa saída, ou oportunidade, surge quando ele é escolhido para recruta da base de Annapolis, uma das mais prestigiadas escolas navais. Aí, ele vai aprender o que é ser responsável, e sentir na pele a expressão de que todos os homens dependem de ti, e que se erras voltas num saco para a morgue.

Tudo isto já foi explorado em diversos filmes, havendo nesta evolução pessoal de Jack algo de “An Officer and a Gentleman“. E até nem falta o romance, protagonizado por Franco e Jordana Brewster, uma superior hierárquica na marinha (um péssimo erro de casting).

O problema de “Annapolis” é que, para além de nunca ser arrojado e de sempre seguir linhas ultra previsíveis, ele nunca se define como drama sobre um homem num processo de mudança de vida. Essa falta de personalidade é vincada ainda mais a meio da história, quando abandonamos um filme e entramos noutro de “Boxe“.

Como tal, e sem grandes definições ou emoções (para além das carimbadas a betão superficialmente), o filme descamba numa mera salada temática, nunca aprofundando nenhum dos caminhos que criou, e mantendo um tom redundante de déjà vu à flor da película…  »3/10 Jorge Pereira

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