«The Good Doctor» (Perto de Mim) por Carla Calheiros

(Fotos: Divulgação)

Martin Blake é um jovem médico ambicioso que pretende crescer na profissão. Paralelamente a isto é um ser humano desajustado socialmente que vive só, numa casa vazia, e que tem dificuldades em impor-se, quer socialmente, quer fazer-se respeitar na profissão. É no meio desta inadaptação que Martin conhece Diane Nixon, uma jovem paciente que lhe chama a atenção, e que será a motivação para tudo o que Martin fará a partir daquele momento.
 
Começando apenas como um normal drama, “The Good Doctor” acaba por evoluir para um thriller, comandado pela personalidade sociopata do doutor Blake que, embora de aparência inofensiva, começa a ter dificuldades em lidar com os seus instintos mais primários.
 
Aliás, Orlando Bloom acaba por ser a verdadeira surpresa do filme, afastando-se do seu papel de ator secundário em blockbusters para assumir às suas costas um filme mais sério, independente, e onde a sua latente inexpressividade, que acaba por prejudicá-lo em outros desempenhos, traz uma aura de mistérios e até calafrios ao dedicado doutor.
 
Ao seu lado acabam por brilhar dois secundários: por um lado Michael Peña, como Jimmy, um auxiliar que o incita a aproveitar melhor as vantagens que a vida de médico pode proporcionar. Por outro, Taraji P. Henson, como a enfermeira Theresa que acaba por ser a única a levantar algumas dúvidas ao desempenho do jovem médico.
 
O final abruto acaba por deixar no espetador a sensação de que viu apenas meio filme e instigar a curiosidade para saber o que será Blake dali em diante. Não recomendado a quem tenha quaisquer receios de lidar com médicos ou hospitais. Aos restantes recomenda-se uma olhadela. 
 
O melhor: Bloom finalmente consegue um desempenho convincente.
O pior: A sensação de se ter visto meio filme.
 
 
 Carla Calheiros
 

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