Dermot Mulroney protagonizou em 1997 o filme “O Casamento do meu melhor amigo”, uma comédia romântica cheia de charme e onde Cameron Diaz e Julia Roberts o disputavam. Embora não tenha seguido com fidelidade este género, a verdade é que o ator escolheu uma comédia romântica (pelo menos tentou), para se estrear na realização.
Na verdade, Mulroney reuniu um elenco simpático com Mandy Moore e Kellan Lutz (da saga Twilight) a encabeçarem o elenco onde aparecem igualmente os veteranos James Brolin e Jane Seymour. Moore é Ava, uma conselheira matrimonial com muito pouca vocação para remediar casamentos que começa a desesperar quando todos os relacionamentos à sua volta começam a falhar.
Mas tal como as relações, em geral tudo acaba por se ir desmoronando durante o filme. Lutz e Moore são jovens, bonitos, mas não têm qualquer química que nos convença que estão realmente apaixonados. Aliás, esse é um problema de base no filme, ninguém parece particularmente confortável e convincente no seu papel e o resultado acaba por ser um filme em modo manta de retalhos, com alguns momentos aceitáveis, mas que são inconsistentes como um todo.
Além disso, a falta de fulgor generalizado tira-lhe empatia e charme, com o romantismo a ser um pouco artificial e o lado cómico a ficar completamente esquecido. Por isso, “Amor, Felicidade, Casamento” é recomendável apenas a quem tenha uma necessidade imperativa de assistir a uma comédia romântica, e esteja ciente que esta é uma das mais confrangedoras dos últimos anos.
O melhor: James Brolin.
O pior: Esquecer completamente a vertente cómica.
| Carla Calheiros |

