Talvez o próximo passo na carreira de Adam Sandler seja uma passagem pelo programa do Dr. Phil, pois para além de melhores filmes, o ator precisa definitivamente de uma intervenção. Talvez Sandler, que já caminha para os 50 anos, esteja apoquentado por uma normal crise de meia-idade, mas a verdade é que os anos passam e os filmes de Sandler pioram.
«Pai infernal» prova que Sandler começa a ter grandes dificuldades em “vender” um filme sozinho, e que o público começa a ficar farto do número da voz irritante, sobretudo associado a uma má cabeleira. Os resultados de bilheteira foram terríveis, o que ditou que em muitos países o filme fosse relegado, e sem surpresa, diretamente para o mercado de DVD. Portugal é exceção (o mercado de Home Video é nulo) e o filme acaba mesmo por chegar aos cinemas nacionais.
Aqui acompanhamos Donny, um adolescente que se envolve com uma professora e que acaba por ser pai muito cedo. Anos mais tarde, ele perdeu o rasto do filho que está, aparentemente, muito bem de vida e que mudou o nome de Han Solo para Todd. Com falta de dinheiro, Donny reaproxima-se do filho com um plano, mesmo em vésperas do seu casamento. Contrariamente ao que seria de esperar, Donny é bem recebido pela “nova família” do filho, que ostenta riqueza e posição, mas que tem as atitudes e a boca do comum «parque das roulottes» norte-americano.
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A partir daqui tudo se resume a um amontoar de tentativas de piadas, que tentam ser incorretas, mas que nunca saem apenas na linha do gosto muito duvidoso. Poderia ser simplesmente um desperdício de talento, mas não chega a tal. Um desastre em toda a linha.
O melhor: Vanilla Ice
O pior: Tudo o resto
| Carla Calheiros |

