Sempre que uma obra de Nicholas Sparks é adaptada ao cinema já sabemos que os níveis de glicemia nas salas vão subir a valores elevados, e claramente este “Um Homem com Sorte” não é exceção. Apostando na fórmula comum aos seus romances, Sparks cria uma história de amor com pergaminhos bonitos, mas rodeada de problemas e contrariedades.
Desta vez seguimos um marine que encontra a foto de uma bela mulher no meio da guerra, adota-a como seu “anjo da guarda”, e quando regressa a casa resolve procurá-la. Para completar o ramalhete há uma criança, muitos cães e – claro – um ex-marido ciumento que tudo fará para que o amor não vença (mas estamos num romance de Sparks, por isso …)
“Um Homem com Sorte” peca também por não ter um duo de protagonistas muito apelativo, pois a química entre Zac Efron e Taylor Schilling fica a anos-luz de, por exemplo, Rachel McAdams e Ryan Gosling em “Diário da Nossa Paixão”. Com isto sofre o filme de Scott Hicks, que carece principalmente de emoção…
Por isso mesmo, “Um Homem com Sorte” não engana ninguém. É recomendado a românticos incuráveis e verdadeiro fãs das obras de Sparks. Para o restante público não passará de mais um filme.
O Melhor: a avó interpretada por Blythe Danner
O Pior: Um dos filmes com mais clichés dos últimos tempos.
| Carla Calheiros |

