O ator francês Jean-Louis Trintignant, cujo o último papel no cinema foi o inesquecível Amor, de Michael Haneke, anunciou que se vai retirar dos palcos, estando programada a sua despedida em dois recitais no início de outubro em Paris. «Estou muito velho e tenho dificuldades em me mover. Depois dessas duas apresentações, não farei mais nada. Nem teatro, nem cinema. É melhor abrir espaço para os jovens.», afirmou Trintignant ao Nice Matin.
Nascido em Piolenc, Vaucluse, a 11 de dezembro de 1930, Jean-Louis Trintignant teve o prazer de ter trabalhado com alguns dos cinestas europeus mais marcantes, como Roger Vadim (E Deus Criou a Mulher), Dino Risi (A Ultrapassagem), Costa-Gravas (Z- A Orgia do Poder), Claude Lelouch (Um Homem e Uma Mulher), Tinto Brass (Col cuore in gola), Sergio Corbucci (O Grande Silêncio), Eric Rohmer (A Minha Noite em Casa de Maud), Bernardo Bertolucci (O Conformista), Ettore Scola (O Terraço), François Truffaut (Finalmente, Domingo!), André Téchiné (Encontro), Krzysztof Kieslowski (Três Cores: Vermelho) e Jean-Pierre Jeunet (A Cidade das Crianças Perdidas).
Ao longo do seu percurso venceu diversos prémios, destacando-se o Cesar de Melhor Ator por Amor (2012), o Urso de Prata em Berlim por L’homme qui ment (1963) e o prémio de melhor interpretação em Cannes por Z – A Orgia do Poder (1969).

