Estreia de filme sobre assassinato de Osama Bin Laden é adiado devido às eleições norte-americanas

(Fotos: Divulgação)
Estávamos em Agosto quando surgiram as primeiras críticas ao facto de o filme sobre a captura e morte de Osama Bin Laden, que terá a assinatura de Kathryn Bigelow (The Hurt Locker), poder vir a estrear em Outubro de 2012, ou seja, a meio da campanha eleitoral para a Casa Branca (as eleições são a 6 de Novembro).
 
Os Republicanos foram os primeiros a mostrar o desagrado, tendo mesmo o congressista Peter King pedido uma investigação à aparente cooperação entre a administração democrata de Barack Obama e os produtores da obra, sugerindo que possa ter sido passada informação sensível e confidencial que põe em causa e em risco a informação da operação mais mediática da década. Na carta, o congressista afirmou que uma das fontes do sucesso da operação militar foi o facto de não se ter falado antes dela ocorrer antes, e que o mesmo deve suceder após os eventos.
 
Naturalmente, e de imediato, a Casa Branca negou qualquer favorecimento aos produtores e que tenha sido passada informação secreta ou demasiado sensível sobre a questão. Restou então a questão da data de estreia, pois sabe-se que o filme pode vir a ser usado como arma política a favor da campanha de Obama. Assim, e com a mudança de 12 de Outubro para 19 de Dezembro elimina-se mais especulação e buzz negativo ao filme. De notar que, por diversas vezes, Bigalow veio a público negar qualquer favorecimento político, até porque o filme abordará o trabalho executado pelas diferentes administrações (Clinton, Bush, Obama) na captura de Osama Bin Laden.
 
Recordamos que antes da morte de Osama Bin Laden, este projecto intitulava-se «Kill Bin Laden» e acompanhava os intentos de um grupo de soldados em capturar e matar o líder da Al-Qaeda. Porém, e com a morte do terrorista, Bigelow e Mark Boal necessitaram mudar o argumento. 
 
Vale a pena ainda lembrar que o final de 2012 será verdadeiramente uma fonte de estreias de trabalhos muito interessantes, destacando-se esta obra, o novo filme de Quentin Tarantino (Django Unchained) e o mais recente trabalho de Baz Luhrmann (O Grande Gatsby).
 
Jorge Pereira 

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