Era uma questão de tempo. Com a chegada de obras de aventura de época ao cinema 3D, como «Os Três Mosqueteiros», já contávamos com uma adaptação da lenda de Guilherme Tell ao grande ecrã.
Surpreendente é a escolha do actor principal, Brendan Fraser. Bastante famoso logo após o sucesso de «A Múmia» (The Mummy), Fraser tem andado perdido nos últimos tempos a participar em obras menores.
Segundo a lenda, Guilherme Tell era conhecido como um especialista no manejo da besta. Na altura, os imperadores Habsburgos lutavam pelo poder e para testar a lealdade do povo, um governador (Gessler) pendurou num poste de uma praça um chapéu com as cores da Áustria. Todos que por lá passassem teriam de fazer uma vénia, como prova do seu respeito. O chapéu era guardado por soldados, que se certificariam que as ordens do governador fossem cumpridas. Um dia, Guilherme e seu filho passaram pela praça e não saudaram o chapéu. Prenderam-no imediatamente e levaram-no à presença do governador que, reconhecendo-o, o fez, como castigo, disparar a besta contra uma maçã colocada no topo da cabeça do filho.
Tell foi assim trazido para a praça e a população amontoava-se na expectativa de assistir ao castigo. O filho de Guilherme foi atado a uma árvore, e a maçã foi colocada na sua cabeça. Contaram-se 50 passos. Tell carregou a besta, fez pontaria calmamente e disparou. A seta atravessou a maçã sem tocar no rapaz, o que levaria a população a aplaudir os dotes do corajoso arqueiro. Não obstante, Guilherme trazia uma segunda seta. O governador ao vê-la, perguntou por que ele a trazia. Tell hesitou. Gessler, apressando a resposta, assegurou-lhe que se dissesse a verdade, a sua vida seria poupada. Guilherme respondeu: «Seria para atravessar o seu coração, caso a primeira seta matasse o meu filho».
Anna Paquin (True Blood) está em negociações para protagonizar o papel de eposa de Tell, Til Schweiger será o governador.
Com o argumento de Scott Reynolds, e a realização de Nick Hurran (The Prisoner), «Willem Tell 3D» será filmado já no Inverno na Roménia e na Suiça.
Jorge Pereira

