
Peter D. Richardson, realizador de “How To Die in Oregon”, não esconde, em nenhum momento, a sua parcialidade sobre a questão da eutanásia, mas mesmo assim ele não tem qualquer problema em mostrar que existem alguns detalhes que merecem uma maior reflexão, quer dos homens que são a favor da dita “morte digna”, quer dos contrários à lei, e que acham que esta é apenas uma maneira de o Estado não ter de fornecer os cuidados paliativos fundamentais e das seguradoras pouparem algum dinheiro no tratamentos dos pacientes.
Mas mais que um filme político, esta é uma história muito pessoal e muito centrada nos que mais sofrem com ela: os doentes terminais.
E esperem muitos sentimentos de revolta e angústia quando assistirem a esta obra, que devido à sua sensibilidade deixou o público de Sundance literalmente num pranto no final do filme.
São algumas as personagens em que este documentário se centra, e são incalculáveis os pensamentos delas. Por mais que digamos que entendemos a sua posição, ou que sejamos contra ela, a verdade é que só quem sente na pele uma data quase fixa para a morte percebe toda a dimensão do problema.
Por isso mesmo, e por levantar algumas questões que suscitam um debate sério, quer se seja a favor ou contra a eutanásia, “How To Die in Oregon” é um trabalho que merece ser visto, e mesmo que se preparem emocionalmente para ele, será difícil manter os olhos secos ao assistir a algo tremendamente impactante e demolidor…
★★★☆☆ Mark D.Clark

