Entrevista a Jamie Campbell Bower, ator de Os Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos

(Fotos: Divulgação)

Jamie, como descreveria a sua personagem?

Vejo-o com uma certa vulnerabilidade. Uma espécie de um jovem River Phoenix, com uma raiva potencial de um James Hetfield (Metallica). Acho que isso lhe vem da forma como luta e como se comporta. É alguém que se protege das suas emoções e das emoções dos outros. E fica vulnerável por isso mesmo.

O que são realmente os Shadowhunters?
Eles são os protetores do universo conhecido, dos demónios que existem nesse mundo. São os que tentam manter os vilões à margem, acho que… (risos)

Interessa-lhe este género de filmes?

Acho que sim. Desde há algum tempo que tenho procurado este tipo de filmes. Mas nada para além do livro de Cassandra. O que a Cassandra nos oferece é uma bíblia imensa para explorar…

Está agora numa posição especial: depois de Harry Potter, veio Twilight e agora esta nova franchise. Isso deixa-o mais ansioso?

Acho que há sempre uma dose de cautela em cada novo trabalho. Estaria a mentir se dissesse que não abordei cada papel com algum receio e ansiedade. Claro que é algo que faço para mim e porque gosto, mas tenho de fazer com que outros gostem também.

Não pude deixar de reparar nas sua tatuagens. Falsas, presumo…

Sim, são falsas.

Pode descrever o significado delas?

São ‘runes’, todas têm significado especial, poderes especiais. Há o poder do medo, da visão… São poderes que usam as tatuagem em seu poder, de uma forma muito específica. Mas não posso explicar mais do que isto.

Este é um trabalho já bastante físico. Diria que é o mais exigente que fez até agora?

Completamente. Há quatro meses que estou a treinar. E já tinha dito ao nosso coordenador de duplos que queria ser eu a fazer todas as minhas cenas de ação. Portanto, tem sido bastante exigente, mas eu gosto deste tipo de desafios. E quando estiver a ver o filme, gostarei de pensar que fui eu que fiz aquela cena e não outra pessoa por mim.

Isso significou um treino muito específico?

Sim, e muita dieta. Tive de cortar quase tudo, mas senti-me melhor, mais ágil. Sinto que estou a puxar os meus limites e os da personagem. Sinto-me bem, mas é cansativo.

Teve uma boa ligação com os seus colegas?

Sim, foi quase imediato. Todos nos demos logo muito bem.

Pode descrever um pouco a sua ligação com a personagem de Lily?

Carly e Jace conhecem-se num clube. Ela é a primeira personagem ‘mundana’ que ele conhece e que os consegue ver sem eles estarem visíveis para o resto das pessoas do mundo ‘mundano’. Há portanto esta intriga e curiosidade imediata. Ele vê algo nela que reconhece em si próprio, bem como uma energia. Os Shadowhunters não se misturam muitos com as pessoas mundanas, são menos impulsivos. Essa é uma das razões porque ele se interessa por ela. Acho que ele está um pouco aborrecido…

Acha que a Lily se assemelha à personagem?

Quando a está a interpretar, sim, claro. É fenomenal. O que estamos todos a fazer é tornar estas personagens credíveis. E acho que estamos a conseguir.

É de esperar romance entre a sua personagem e a de Lily? Pelo menos, percebemos algo na cena em que Kevin o apanha a beijar Lily…

(risos) Acho que sim. A certo ponto, eles acabam por se apaixonar. Apesar do seu melhor amigo também estar apaixonado por ela. Por isso, essa cena torna-se algo embaraçosa.

Tinha, altura em que se envolveu no projeto, da importância desta franchise?

Estaria a mentir se dissesse que sim. Foi como no Twilight. Nessa altura, eu não imaginava o que impacto que veio a ter. Mas eu quis fazer parte do projeto, não porque iria fazer dinheiro, mas porque queria provar que era capaz de cumprir o papel.

O que acha que trouxe de Harry Potter e de Crepúsculo para este filme?

Nada… (risos) Cada filme em que participei foi sempre diferente. Vou ser sincero ao dizer que nunca me senti tão bem como neste set. Não sei se é por ter amadurecido, ou porque acredito mais em mim próprio. Fiz uma grande preparação para este projeto e isso ajudou-me muito. Por isso, quando venho trabalhar sinto-me muito à vontade.

Como era o Jamie quando era adolescente com 15-16 anos? Que bandas gostava de ouvir, etc?

Nessa altura em tocava numa banda, The Darling Buds. Era baterista. Nessa altura estava envolvido na cena musical londrina. Andava por Kentish Town (no noroeste de Londres) e tentava ganhar uns trocos.

Está preparado para o tipo de fama na linha de Robert Pattinson?

É algo que eu não me dou conta e, francamente, nem quero dar. Prefiro ignorar esse tipo de projeção, porque estou apenas a fazer o meu trabalho. E é o que quero fazer. Por isso, acho até que esse tipo de pensamento torna-se um pouco perigoso. Se o filme correr bem, ótimo. Ei irei sempre fazer outra coisa, interpretar uma personagem diferente.

Recebeu ultimamente muitas propostas?

Se recebi ultimamente muitas propostas? Interessante. Se assinei algum contrato ultimamente? Não (risos). É claro que existem muitas coisas em que gostaria de me envolver, mas quando estou a trabalhar quero apenas concentrar-me no que estou a fazer.

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