Rupert Grint afasta-se de Hogwarts e mergulha no horror nórdico em “Nightborn”

(Fotos: Divulgação)

Já passaram 15 anos desde que a saga Harry Potter fechou o seu último capítulo, mas qualquer conversa que envolva Rupert Grint, o eterno Ron Weasley, acaba inevitavelmente por regressar ao universo do jovem feiticeiro. A sombra de Hogwarts é longa e persistente.

Desta vez, porém, o motivo é outro. Grint integra o elenco de Nightborn (2025), um filme de terror finlandês em competição pelo Urso de Ouro no Festival de Berlim, que mergulha num território bem diferente: a maternidade vista sob uma lente inquietante e sombria, com bastante gore à mistura.

“Mas que raio é isto?”, recordou o ator, entre risos, ao C7nema, sobre as primeiras palavras que lhe ocorreram quando leu o argumento. “Essa reação foi amplificada porque estava à espera da minha segunda filha enquanto o lia. A temática estava muito próxima da minha realidade.”

Em Nightborn, somos levados até à floresta finlandesa, onde Saga (Seidi Haarla) e o marido, Jon (Rupert Grint), iniciam um novo capítulo como pais. Mas a alegria do casal é ensombrada por uma suspeita inquietante acerca do recém-nascido, desconhecida de Jon, o que provoca uma rutura entre ambos. “Não contei a ninguém que estava à espera de bebé — foi o meu pequeno segredo. O filme deu-me ainda mais compreensão. A maternidade é incrível, mas é brutal também. Pode ser desafiante, traumática. É importante mostrar isso”, explica Grint.

O ator recorda que, nos últimos tempos, tem optado por projetos mais ligados ao fantástico (Servant; Batem à Porta), embora não encontre uma razão clara para essa tendência. “Os últimos projetos que fiz encaixam todos mais ou menos neste género, neste universo, se quisermos chamar-lhe horror. Não sei porquê. Foi coincidência. Simplesmente aconteceu. Mas gosto muito. Há muita diversão neste território. Personagens fortes, histórias ousadas, muita liberdade. (…) Neste caso, atraiu-me o lado internacional do filme, a Finlândia como cenário, a relação com as árvores, a floresta, a mitologia dos trolls. E adorei o filme anterior da realizadora, Hatching (2022).”

Assumindo-se como descontraído na forma como gere a carreira, Grint garante que não anda numa busca obsessiva por preencher o tempo. “Sou atraído por histórias interessantes e realizadores interessantes. Foi isso que me trouxe aqui e é um luxo poder trabalhar assim. Sinto-me muito sortudo por estar nesta posição. Fazer parte de uma grande franquia deu-me essa liberdade. Estarei sempre grato por isso.”

Nightborn já tem estreia assegurada em Portugal.

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