Afastado do cinema desde 2019, quando lançou “Anna – Assassina Profissional”, o cineasta francês Luc Besson estreou no Festival de Veneza o seu mais recente filme, “Dogman”, no qual Caleb Landry Jones é um homem magoado pela vida que encontra a salvação através do seu amor pelos cães.
Na conferência de imprensa sobre o filme, que decorreu hoje, Besson falou sobre o processo de filmagem, em particular as mudanças e ajustes durante a produção e pós-produção de “Dogman”, afastando o cenário de genialidade, e identificando “o (muito) trabalho” como a chave: “ Tens que trabalhar e trabalhar, manter o que é bom e trabalhar no que não é bom. E, depois, trabalhar nisso novamente.”
Refletindo que “as únicas duas coisas que nos podem salvar são o amor e a arte – definitivamente não o dinheiro”, Besson disse que quem tem os dois tem muita sorte, e lembrou que “são necessários dois anos para fazer um bom filme, mas apenas dois minutos para estragar tudo. E é verdade. Todos os filmes que fiz – três meses antes do final, estavam maus. Honestamente, às vezes isso é bom, mas só no final, porque trabalhas e trabalhas.”.

Realizador de filmes como “Vertigem Azul” (1988), “Nikita – Dura de matar” (1990) e “Léon, o Profissional” (1992), que lhe deram um toque de cineasta de culto, Besson conquistou principalmente as massas com o sucesso de “O 5º Elemento” em 1997 e, mais recentemente, “Lucy” (2014). À sua carreira de realizador e argumentista, onde até encontramos o primeiro filme da franquia “Taxi”, que se tornou um blockbuster em França, Besson somou uma forte carreira de produtor, em particular através da sua empresa, a EuropaCorp, que lançou franquias como “Transporter” e “Taken”, mas passou na última década por vários problemas financeiros, e acusações de plágio, como a que John Carpenter lhe moveu em 2016, por copiar o seu “Nova Iorque 1997” para a execução de “Lockout – Máxima Segurança”.
Mais recentemente, Besson teve de lidar novamente com os tribunais, mas por acusação de violação. Este caso foi indeferido por um juiz, que arquivou a acusação de violação que a modelo e atriz belga-holandesa Sand Van Roy moveu contra o realizador.
“Dogman” chega aos cinemas portugueses a 11 de janeiro.

