É um dos atores em maior demanda em Hollywood. Depois de Blue Valentine – Só Tu e Eu, volta a trabalhar com o inspirado realizador Derek Cianfrance abordando uma ideia da sua autoria, no papel de um motociclista que assalta bancos. Em Toronto (2012) falámos ainda daquele que seria o seu próximo filme, Só Deus Perdoa, entretanto já apresentado no Festival de Cannes e estreado nas nossas salas.
É verdade que este filme partiu de uma ideia sua em assaltar um banco de motorizada?
(risos) É uma ideia tresloucada que tive há alguns anos, na altura do filme Blue Valentine – Só Tu e Eu. Mas agora nem pensámos nisso, apenas em como fazer o filme .
No filme chega mesmo a assaltar um banco de motorizada. Como foi filmar essa cena?
Eu estava motivado para fazer o filme e roubar o banco. A cena estava preparada para ser real, só que as pessoas começaram a sorrir. Eu só percebi quando notei que me tinham reconhecido…
Recentemente, filmou Drive, um filme sobre carros, e agora Como um Trovão, em que anda sempre de moto. É uma paixão antiga?
Sim, sempre gostei de motas. E tenho uma história: quando eram miúdo vi um tipo deitado no chão depois de um acidente de mota e estava a sangrar. A primeira coisa que eu pensei foi: tenho de arranjar uma moto!
(risos) Desculpe, não pude evitar…
Na verdade, acho que há algo que não está bem comigo, mas é verdade, sempre quis ter uma motorizada. E tive uma com 12 anos. Sentei-me nela durante um ano até a poder conduzir. Por isso, este é um sonho tornado realidade.
Temos de falar a incrível sequência de abertura, com o Poço da Morte. Era essa uma das suas fantasias?
Eu nem sabia que isso existia. Depois até queria experimentar, mas não me deixaram.
É sempre o Ryan que guia a moto?
Eu queria, mas depressa percebi que era exigido aqui um nível de habilidade que eu não tinha. É aqui que entra o Rick Miller, o duplo que fez as cenas de moto dos últimos ‘Batman’.
Já que este é um filme sobre a família, gostava de saber como era a sua família…
Eu cresci numa família numerosa. Se as puséssemos num filme haveria muitas personagens. Haveria drama, comédia, desespero, de tudo um pouco (risos). E tudo ao mesmo tempo. Pareceu-me o ambiente ideal para um filme, como um regresso ao passado e reviver as experiências que formaram aquilo que eu sou hoje.
Considera que é um ator que gosta de atuar de improviso?
Trabalhar com o Derek (Cianfrance) ensina-nos isso e as vantagens que trás. Lembro-me disso em Blue Valentine.
É verdade que vai realizar o seu primeiro filme? Já o queria fazer há muito tempo?
Sim. É uma história que queria contar. Já escrevi o guião (How To Catch a Monster, está atualmente em rodagem) e é com a Christina Hendricks (Mad Men). Mais não posso dizer.
O Ryan voltou a trabalhar com o Derek e trabalhou anteriormente com o Nicolas Winding Refn em ‘Drive’. Como foi a experiência de trabalhar com ele de novo em ‘Só Deus Perdoa’?
Sinto que tenho sorte de poder voltar a trabalhar com estas pessoas de quem gosto, pois aborrece-me ter de me despedir das pessoas de pois de termos feito algo de bom. Acho que já fiz isso muitas vezes. Agora, quero perceber até que ponto estas relações nos podem levar. Neste filme fizemos muito mais com menos tempo. Acho que vamos continuar a crescer.
E que tal a experiência com Kristin Scott Thomas?
Foi intenso. Ela tem uma personagem muito forte. Por vezes, foi um bocado difícil estar do outro lado, pois ela consegue ser arrepiante.
Gostou de filmar na Tailândia?
Gostei muito, nunca lá tinha estado. Eles têm uma cultura muito diferente e um estilo de cinema vigoroso.

