Num novo livro a ser lançado no final deste mês, cuja revista Vanity Fair divulgou parte, Sharon Stone diz que foi pressionada a fazer sexo com um colega de elenco para ter uma melhor química com ele no grande ecrã. Segundo a atriz, essa pressão veio por parte de executivos do sexo masculino dos estúdios para quem trabalhou. Mencionando um produtor do sexo masculino, mas não revelando o seu nome, Stone diz que esse homem contou-lhe que há uns anos fez amor com Ava Gardner no grande ecrã e que isso foi sensacional. “Apenas o pensamento assustador dele na mesma sala com a Ava Gardner fez-me pensar. Mas percebi que ela também tinha que suportá-lo e fingir que ele era interessante de alguma forma.”
Stone lembra-se ainda ter pensado: “Vocês insistiram neste ator, quando ele nem conseguiu fazer uma cena inteira no teste … Agora acham que se tiver sexo com ele, ele se torna um ótimo ator? Ninguém é tão bom na cama assim. Senti que poderiam simplesmente ter contratado um coprotagonista com talento, alguém que pudesse fazer uma cena e lembrar-se das suas falas. E também senti que eles próprios poderiam ter sexo com ele e deixar-se fora disso. O meu trabalho era atuar e disse-lhe isso (…) Outros produtores de outros filmes vieram ter comigo e perguntaram: ‘Então, vais ter sexo com ele ou não? … Sabe que seria melhor se fizesse’. Tive de explicar que sou como aquela jovem simpática com quem cresceram, e faço com que eles lembrem-se do nome dessa moça. Isso deixa-nos a todos com um pouco mais de dignidade“.
“Instinto Fatal“

Com o nome “The Beauty of Living Twice”, o livro também aborda a sua relação com Paul Verhoeven, e nele Stone conta que foi levada a filmar aquela famosa cena de “Instinto Fatal“, sem roupa interior, desconhecendo que as suas partes íntimas seriam expostas. Acabaria por ver a a cena pela primeira vez numa sala cheia de agentes e advogados. “Foi assim que vi a filmagem da minha vagina pela primeira vez, muito depois de me terem dito: ‘Não conseguimos ver nada – só precisamos que tire as cuecas, pois o branco reflete a luz (…) Fui à cabine de projeção, dei um estalo na cara do Paul [Verhoeven], saí, fui para o carro e telefonei ao meu advogado, Marty Singer. O Marty disse-me que não poderiam lançar o filme como estava … E disse que, de acordo com o Screen Actors Guild, o meu sindicato, não era legal filmar o meu vestido daquela maneira. Uau, pensei. Bem, foi o meu primeiro pensamento. Mas depois pensei um pouco mais. E se fosse eu o realizador? E se fosse eu que tivesse conseguido aquele plano? E se tivesse conseguido de propósito? Ou por acaso? E se simplesmente [o plano] existisse? Era muito em que pensar. Eu sabia bem que filme estava a fazer. Pelo amor de Deus, lutei por este papel e durante todo este tempo apenas este realizador defendeu-me.Tive que encontrar uma maneira de me tornar objetiva [sobre o tema].”


