Time’s Up contra o regresso de Brett Ratner ao cinema

(Fotos: Divulgação)

A organização Time’s Up, fundada como movimento contra o assédio sexual, reagiu por comunicado ao anúncio de que o realizador Brett Ratner pretende voltar a trabalhar em Hollywood e tem já em desenvolvimento um projeto em torno da banda Milli Vanilli.

A Time’s Up nasceu da avaliação nacional ao assédio sexual no local de trabalho”, escreveu Tina Tchen, presidente da organização. “O nosso movimento é o produto de incontáveis atos de coragem de muitos sobreviventes, incluindo aqueles que falaram sobre o que sofreram nas mãos de Brett Ratner. Ratner nunca se retratou ou desculpou-se pelos danos causados, como também avançou com processos judiciais na tentativa de silenciar as vozes dos sobreviventes que se apresentaram – uma tática tirada do manual dos predadores. Não podes desaparecer durante alguns anos e depois ressurgir e agir como se nada fosse. Não esquecemos – e não iremos – esquecer. E a Millennium Media também não. Não deve haver um regresso [do realizador]. #wewontforgetbrett

Recorde-se quem novembro de 2017, sete mulheres acusaram o cineasta de assédio sexual e má conduta, levando a Warner Bros a cortar relações com Ratner. Entre as mulheres que acusaram Ratner encontravam-se Olivia Munn e Natasha Henstridge. Henstridge, famosa no cinema por filmes como “Species“, relatou que o caso aconteceu quando ela tinha 19 anos de idade e ainda era apenas modelo. Segundo ela, Ratner obrigou-a a praticar sexo oral. Já Olivia Munn (X‑Men: Apocalypse) afirmou que Ratner masturbou-se na frente dela no set do filme “Golpe no Paraíso” (2004).

De acordo com a Deadline, a Millennium Media está supostamente a trabalhar com RatPac Entertainment de Ratner num filme biográfico em torno dos Milli Vanill. As vendas do projeto vão iniciar-se no Mercado de Cinema Europeu (EFM) em Berlim, que este ano decorre de forma virtual. O projeto marcaria o primeiro trabalho de realização de Ratner desde “Hercules” (2014).

Últimas