Morreu aos 93 anos a atriz portuguesa Cecília Guimarães, anunciou há momentos a Academia Portuguesa de Cinema.
Com uma carreira no teatro, televisão e também cinema, Cecília Guimarães estudou no conservatório e estreou-se com “A Qualquer hora o diabo vem” de Pedro Bom, no Teatro da Rua da Fé, seguida da estreia profissional em 1953 na peça “As Duas causas“, de Ramada Curto, na companhia Alves da Cunha. Seguiu-se uma carreira intensa com passagens por vários palcos nacionais, destacando-se o Teatro Nacional D. Maria II, o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro de Almada, o Teatro Experimental de Cascais e o Teatro da Trindade, interpretando personagens de peças de Pirandello, Kataev, Somerset Maugham, Max Frisch, Dürrenmatt, Tennessee Williams, Shakespeare e Tchekhov, entre outros.
No cinema, estreou-se em “O Primo Basílio” (1959) de António Lopes Ribeiro, seguindo-se “Retalhos da Vida de Um Médico” (1963) de Jorge Brum do Canto e “As Horas de Maria” (1977) de António de Macedo. Posteriormente, trabalhou com Manoel de Oliveira em “Francisca” (1981) e “O Princípio da Incerteza“(2002), António-Pedro Vasconcelos em “O Lugar do Morto” (1984), e Joaquim Pinto em “Das Tripas Coração” (1992).
Surgiu ainda em “Mortinho Por Chegar a Casa” (1996), de Carlos da Silva e George Sluizer, “Ilhéu da Contenda” (1996) de Leão Lopes, “Combate de Amor em Sonho” (2000) de Raoul Ruiz, “A Filha” (2003) de Solveig Nortlund, “A Passagem da Noite” (2003) de Luís Filipe Rocha, “Axilas” (2016) de José Fonseca e Costa, e “A Canção de Lisboa” (2016) de Pedro Varela.

Cecília Guimarães também marcou presença em produções estrangeiras, como “A Cidade Branca” de Alan Tanner (1983), e “Le cercle des passions” (1983), sendo o seu último trabalho a curta-metragem de Diogo Infante, “Olga Drummond” (2019).
Também ativa na TV, ela surgiu na série “A Morgadinha dos Canaviais” e nas telenovelas “Filhos do Vento” e “Todo o Tempo do Mundo“.

