De Simone Veil a confinada por robôs, Elsa Zylberstein invade os ecrãs em 2021

(Fotos: Divulgação)

Já trabalhou com Maurice Pialat, várias vezes com Raoul Ruiz e também com Anne Fontaine e Claude Lelouch. Vencedora do César de melhor atriz secundária em 2007 por “Il y a longtemps que je t’aime”, Elsa Zylberstein, atualmente com 52 anos, tem na sua agenda vários projetos, incluindo o novo filme de Jean-Pierre Jeunet (Amélie; Delicatessen), denominado “BigBug”.

Nele uma família dos subúrbios de Paris, no futuro, tem de lidar com uma rebelião de robôs. É um filme genial. É um filme de antecipação que se passa em 2065. É sobre inteligência artificial, sobre como os robôs vão impor o poder sobre os humanos. E é um filme do Jeunet, em que ele fala da época que se vive. As cinco personagens estão retidas numa sala, pois a casa está bloqueada, eles estão em confinamento. Falamos igualmente do aquecimento climático. Estamos fechados naquela casa e a temperatura… varia muito”, explicou a atriz ao C7nema numa conversa por ocasião da 23ª edição do Rendez-vous du cinéma français à Paris, que este ano ocorreu online.

Simone Veil

Também em 2021 vamos ver a atriz no cinema como a falecida política francesa Simone Veil, sobrevivente do Holocausto que ficou principalmente conhecida pelo facto de enquanto Ministra da Saúde ter defendido, em 1974, um projeto de lei que despenaliza a interrupção voluntária da gravidez em França. “Obviamente a abordagem a este papel é diferente”,  disse-nos a atriz, que colabora nele com o realizador Olivier Dahan. “Tenho um coach americano e preparo-me para todos os papéis da mesma maneira. Procuro em mim a coluna vertebral da personagem. Mas quando temos uma personagem que existiu como a Simone Veil, tenho de trabalhar outro aspecto: o de entrar na sua pele, de observar e estudar. Trabalho pelo menos dois meses antes das filmagens. Vejo todos os vídeos, emissões de TV, as suas anotações, etc. É um trabalho extremamente incrível. Sim, existe o mesmo trabalho de base, da busca interior pela personagem, mas como a Simone Veil é conhecida é muito mais complicado.

Finalmente, a atriz poderá ser ainda vista em  “Tout nous sourit”, uma comédia dramática onde interpreta o papel de uma mulher que numa escapadinha com o amante, cruza-se com o marido e a amante dele. E depois disso, todos se cruzam na mesma casa com os filhos do casal e outros parentes. “Quando li o guião disse: sim, é bom, mas podemos ir mais longe”, explicou-nos Elisa, que trabalhou diretamente com a realizadora e argumentista do filme, Mélissa Drigeard, na adição de elementos e complexidades à sua personagem. “Sou a Audrey, cujo pai está doente, que está fragilizada por essa situação. (…) o interessante do filme para mim era ela perceber se ainda amava o marido ou já não. (…) claro que o mais interessante era ela continuar a amar o marido“.

Dada a situação pandémica atual, nenhuma destas produções tem data de estreia.

Últimas