A cultura francesa acordou mais pobre hoje com a morte nesta quinta-feira de Michel Robin, ator de 90 anos nascido em Reims (Marne) a 13 de novembro de 1930. O ator faleceu devido ao Covid-19.
Figura do teatro parisiense a partir da década de 1950, Robin fez parte de inúmeras peças assinadas por Molière, Shakespeare e Beckett, sendo membro da Comédie-Française de 1994 a 2009.
Já no cinema, onde se iniciou no final da década de 50, ganhou popularidade graças às suas inúmeras atuações, com destaque para “A Confissão” (1970) e “A Luz da Paixão” (1979) de Costa-Gravas, “O Convite” (1973) de Claude Goretta, “As Aventuras do Rabi Jacob” (1973) de Gérard Oury, e “Veredicto” (1974) de André Cayatte.
Ele foi visto ainda em filmes como “Un sac de billes” (1975), “Malucos à Solta” (1976) de Francis Veber, “O Marginal” (1983), e “O Fabuloso Destino de Amélie” (2000) de Jean-Pierre Jeunet, onde interpretava o Senhor Collignon.
Com uma carreira também relevante na TV, Michel Robin fez parte das investigações do comissário Maigret, e surgiu em “Louis la Brocante“. A sua mais recente participação na 7ª arte foi no filme catástrofe francês “Dans la brume” (2018), ao lado de Romain Duris e Olga Kurylenko.
No Twitter, o presidente do Conselho Superior do Audiovisual, Roch-Olivier Maistre, homenageou o ator na manhã desta quinta-feira.

