Como “Tróia” fez Brad Pitt mudar o seu rumo como ator

(Fotos: Divulgação)

Numa entrevista ao New York Times, o ator Brad Pitt explicou que foi depois da sua participação em Tróia (2004), de Wolfgang Petersen, que decidiu começar a ter mais atenção aos papéis que escolhia.

Tive que fazer o Tróia porque – acho que posso dizer agora – abandonei outro filme e tive que compensar o estúdio. Fui colocado no Tróia. Não foi algo doloroso, mas percebi que a maneira como o filme estava a ser contado não era como eu queria que fosse. Eu mesmo cometi erros nele. O que estou a tentar dizer sobre o Tróia? Não conseguia sair do meio da produção. Isso deixou-me louco.“, afirmou o ator, acrescentando que veio muito mimado depois de trabalhar com David Fincher.

Admitindo que as suas palavras não são um ataque ao alemão Wolfgang Petersen, e que Das Boot é um dos melhores filmes de todos os tempos, Pitt critica sim a comercialidade de todo o projeto Tróia: “Cada cena era como, ‘aqui está o herói!’ Não havia mistério [no filme]. Então, naquela época, tomei a decisão de investir apenas em histórias de qualidade, por falta de um termo melhor. Foi uma mudança que me levou à próxima década de filmes.

Depois desse filme, e no lado mais comercial, Pitt embarcou em dois filmes da saga Ocean’s e em Mr. e Mrs. Smith, ao lado de Angelina Jolie, com quem viria a ter uma relação amorosa durante vários anos. Além destas obras, Pitt trabalhou com Alejandro González Iñárritu (Babel), Andrew Dominik (O Assassinato de Jesse James pelo cobarde Robert Ford), Joel e Ethan Coen (Destruir Depois de Ler), Quentin Tarantino (Sacanas Sem Lei), Terrence Malick (A Árvore da Vida), e Steve McQueen (12 Anos Escravo), entre outros.

O seu último filme, Era uma Vez… em Hollywood já lhe rendeu algumas distinções e nomeações, como aos prémios anuais entregues pela Guilda dos Atores (SAG).

Últimas