Trinta e dois anos depois, Elaine May regressa à realização

(Fotos: Divulgação)

 Em 1987 estreou um dos filmes mais criticados de todos os tempos: Ishtar. Depois dele, Elaine May nunca mais realizou.

Num artigo de 2017, o The Guardian questiona – com uma certa ironia e o tema da misoginia na indústria do cinema – se este era o pior filme de todos os tempos. Verdade ou não, o filme foi um tremendo desastre para a crítica e um fracasso nas bilheteiras (custou 51/rendeu 14 milhões de dólares), que esperavam muito mais de uma obra protagonizada por Warren Beatty e Dustin Hoffman. Quase tudo falhou na produção, afetada pela instabilidade política e condições climatéricas extremas em Marrocos, onde foi filmado, passando por problemas de saúde de May e enormes conflitos com o  diretor de fotografia, Vittorio Storaro.

No meio deste desastre, Beatty, Hoffman e Storaro não sofreram consequências de maior, mas Elen May nunca mais assumiu a realização de um filme, embora ainda tenho tido trabalho no argumento de projetos como Casa de Doidas (1996) e Escândalos do Candidato (1998).

Agora, 32 anos depois de Ishtar, a cineasta  – presentemente com 87 anos – vai regressar ao cinema com Crackpot, projeto protagonizado por Dakota Johnson (da saga 50 Sombras de Grey).

Nenhum detalhe do enredo foi revelado, mas o projeto está a provocar algum burburinho por implicar o regresso de May à realização.

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